O que deveria ser uma data de celebração acabou em caso de polícia em Patos de Minas. Um desentendimento entre um casal no Dia dos Namorados, na noite dessa sexta-feira (12), terminou com os dois envolvidos sendo conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil após acusações mútuas de agressão. O motivo da discussão recebeu versões que envolvem desde conversas com outas pessoas a pedido de inclusão de outra pessoa no relacionamento.

Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 18h50 em uma residência, no bairro Valparaíso. Os militares foram acionados para atender uma denúncia de violência doméstica. No local, a mulher, de 45 anos, relatou aos policiais que mantinha um relacionamento com o companheiro, de 42 anos, há cerca de seis meses e que já havia sido agredida fisicamente em outras ocasiões.

De acordo com a vítima, a discussão começou quando ela questionou com quem o namorado estaria conversando. Durante a briga, segundo o relato, o homem a empurrou e a segurou pelo pescoço, pressionando-a contra a parede. Após conseguir se desvencilhar, ela deixou a residência e procurou abrigo na casa dos pais, de onde acionou a Polícia Militar. Os militares constataram que ela apresentava uma leve vermelhidão no pescoço.

Os policiais seguiram então para o apartamento do homem no Centro da Cidade. Ao ser questionado, ele apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo o suspeito, a discussão teve início após uma conversa sobre a possibilidade de o casal incluir uma terceira pessoa no relacionamento, sendo que ela iria convidar uma amiga para compor o relacionamento. Ele afirmou que inicialmente aceitou a proposta, mas depois desistiu, o que teria provocado o desentendimento.

Ainda conforme a versão do homem, ele não agrediu a companheira e apenas a segurou pelos braços para contê-la. Ele apresentava um hematoma avermelhado no pescoço e alegou que o ferimento foi provocado por arranhões feitos pela namorada durante a discussão.

Diante dos relatos e dos sinais observados em ambos, a Polícia Militar deu voz de prisão aos dois envolvidos, que foram informados de seus direitos constitucionais e encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, ficando à disposição da autoridade policial.