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Publicado em 23/03/2017
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Desemprego já atinge a Construção Civil em Patos de Minas, setor antes superaquecido

Michele contou que a rotatividade do setor é muito grande por isso é muito difícil de se calcular números exatos.

Na cidade já existem profissionais da construção civil sem trabalho formal.

O momento áureo da Construção Civil em Patos de Minas parece ter ficado para trás. Como em todo o país, o setor já não emprega como há dois anos, quando havia escassez de mão de obra. Na cidade já existem profissionais da construção civil sem trabalho formal.

De acordo com Michele Donato, Executiva do Sindicato da Indústria da Construção Civil- Sinduscon-, já se verifica que há mão de obra ociosa na cidade. “Não há um banco de dados com o número de desempregados na cidade, mas já existe a procura por serviço”, disse.

Ela explicou que há dois anos as 174 empresas formais (com CNPJ) que atuam na cidade tinham que buscar mão de obra em outras cidades porque, faltavam trabalhadores. Os empresários e construtores relatavam a dificuldade de se encontrar pedreiros para alguma obra. Segundo a executiva, há dois anos, a construção civil empregava cerca de 6 mil pessoas na cidade.

Atualmente, a situação não está como antes. Michele contou que a rotatividade do setor é muito grande por isso é muito difícil de se calcular números exatos, mas é possível afirmar que houve uma queda nesse número, já que há pessoas procurando por emprego.  

O Patos Hoje também entrou em contato com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil que não conseguiu também precisar o desemprego na cidade. “Fazemos muitas recisões, mas isso é comum no setor porque há muita rotatividade”, reforçou.

Nesta quinta-feira (23), a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) informou que a atividade e o emprego na indústria da construção permanecem em queda, embora tenham apresentado retração menos intensa nos últimos dois meses. A longa trajetória de queda da atividade fez com que a indústria da construção operasse, em fevereiro, no menor nível de sua capacidade desde o início da pesquisa, em janeiro de 2012. Para os próximos meses, as perspectivas dos empresários para o setor ainda são negativas, embora o pessimismo seja inferior ao observado ao longo de 2016.

Imagens atualizado em 23/03/2017 • 13 fotos

Autor: Farley Rocha

Clínica Impar - Início: 21-08-17
Postado em 23/03/2017
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12 comentários

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  • Leitor | 8 meses atrás

    Infelizmente nosso querido UNIPAM contribui para o crescimento do número de desempregados da construção civil ao manter o ingresso de 4 ou 5 turmas de engenharia civil a cada ano. É muito desproporcional. Além disso o vestibular acaba não selecionando os melhores alunos pois praticamente todos os inscritos acabam sendo aprovados no vestibular. Hoje já tem engenheiro civil trabalhando de pedreiro, continuando assim, em breve até de servente...

    1 1 Responder

  • Calanga | 8 meses atrás

    Vai sobrar apartamentos e casas demais vazias aqui em Patos. Não tem compradores. O dinheiro sumiu. Pra todo lado que você anda só vê placa de "vende-se"! Os vermelhinhos quebraram o país. Perdemos a única chance que tínhamos de desenvolver. Furtaram tudo! A classe política do Brasil arrebentou com tudo. Quem continua investindo nesse setor está fazendo por inércia! Vão perder dinheiro demais. Acabou o boom imobiliário. Essa é a verdade! Cadê os compradores??????

    2 0 Responder

  • Perito | 8 meses atrás

    Mas também na "Califórnia Brasileira" que os patenses acham que é essa cidade, um imóvel que em qualquer outro lugar deve valer uns 100 mil reais aqui dobra o preço, só por ser na "Capital do Milho". Tem que cair a ficha pra esses construtores de patos, ACORDA! Recessão junto com muito desemprego significa que vão ter que diminuir seus lucros se querem vender ou alugar. Não tem jeito se querem sobreviver à crise vão ter que aceitar lucros menos gigantescos, ou seja, cair na real.

    8 0 Responder

  • Silva Neto | 8 meses atrás

    A crise no setor da construçao civil em Patos de Minas ja estava escrito. Maioria dos pedreiros tinham virados construtores e esparramaram predios por toda Patos de Minas. O problema e arrumar gente para comprar. A demanda diminui e ainda tem as casinha populares que sao muitas. Isso tava na cara que iria acontecer. A crise financeira dos pais ja passou, os numeros vao melhoras. O PT saiu as coisa começaram a melhorar!

    10 9 Responder

  • Xiiiii!!! | 8 meses atrás

    Só consultar os números do CAGED saberão....

    2 0 Responder

  • Curioso | 8 meses atrás

    Estava aqui pensando comigo mesmo: qual é o modelo de urbanismo/urbanização que o Brasil segue? Suspeito que seja o americano (o estadunidense). Algum estudante de arquitetura ou algum arquiteto já formado poderia comentar essa questão?

    2 0 Responder

    Ue - 8 meses atrás

    É o estilo preguiça mesmo, sem forma, sem desenho, sem espaço e sem repartição mesmo kkkk. Brincadeiras a parte, se for para analisar, pode se considerar um estilo pré-moderno por causa das linhas retas, sem muito ornamento e forma, porém mesmo assim seria um insulto ao pré-modernismo chamar as obras de patos de minas assim.

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    Curioso - 8 meses atrás

    Valeu! Obrigado pelo comentário!

    0 0

  • AKKKKKKKKKKKKK | 8 meses atrás

    serviço tem oque não tem é gente qualificada pro cargo! :v: paz

    12 2 Responder

    Val - 8 meses atrás

    Onde tem serviço?Porque meu marido está procurando e procurando e nada se você souber onde tem me fala por favor porque ele é ótimo profissional

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    Val - 8 meses atrás

    Me fala onde tem serviço por favor porque meu marido já procurou em vários lugares e não está conseguindo e ele é ótimo profissional

    1 0

  • J | 8 meses atrás

    Que bom. Talvez os preços de imóveis agora caia na realidade.

    12 1 Responder

  • crítico ao boom imobiliário patense | 8 meses atrás

    No frenesi do boom imobiliário de Patos de Minas, as construtoras ergueram prédios muito altos para os parâmetros de Patos de Minas, prédios de 10 andares; como na Avenida Getúlio Vargas e no bairro Cônego Getúlio. Não entendo das leis da construção civil, mas 10 andares ou 8 andares não é muito alto para prédios que ficam ao lado de casas residenciais? Não deveria haver um maior controle no sentido de não permitirem prédios tão altos ao lado de casas? O certo não seria haver bairros só de casas e bairros só de prédios? Os prédios não deveriam ficar separados, longe das casas?

    6 14 Responder

    Chato - 8 meses atrás

    Vou leu a matéria? Ela não fala sobre isso.

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    Coveiro - 8 meses atrás

    Tem muita lavagem de dinheiro sujo também na construção civil!!!!!! Aqui em Patos, quem furta ou desvia de empresas aplica na construção civil.

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  • benedito | 8 meses atrás

    Na minha opinião, acho que a construção civil em Patos de Minas não está tão em crise assim, não. O "problema", como podemos perceber pelo título dessa matéria, é que antes o setor estava SUPERAQUECIDO; houve um boom imobiliário muito grande em Patos de Minas. Como uma pessoa tinha me dito uma vez, a cidade de Patos de Minas tinha virado um canteiro de obras, de tantas construções de prédios que havia na cidade. Agora ainda existem muitas construções de prédios, mas não exageradamente como antes. Tendo isso em vista, não acredito que estejam faltando empregos para o pessoal da construção civil. A única coisa que mudou foi que a demanda agora não é maior que a procura.

    13 2 Responder

    jj - 8 meses atrás

    esta em crise sim . tem construtor que não vende um apartamento ha quase um ano . tem pedreiro que tem que fazer bico . e isto é só o começo pois agora que a crise esta começando .

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