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Publicado em 26/10/2017 por Farley Rocha
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Psicóloga alerta sobre o bullying em Patos de Minas e destaca importância da prevenção

Ela destacou a importância da identificação e prevenção dos casos, informando que há várias vítimas na cidade.

Psicóloga Adélia Lara

Após a tragédia na Escola de Goiânia, o problema do bullying voltou a ser discutido em todo o Brasil. Em Patos de Minas, os casos são recorrentes e a psicóloga Adélia Lara Alves, que está se especializando nesta questão, fez um alerta. Ela destacou a importância da identificação e prevenção dos casos, informando que há várias vítimas na cidade.

Adélia Lara é psicóloga clínica e está se especializando em psicopedagogia. A área que ela vem estudando é o bullying, que acontece quando a vítima sofre de forma constante violência física ou psicológica trazendo diversos transtornos. Além de prejudicar a formação intelectual, a prática pode levar ao isolamento, depressão, suicídio e até mesmo homicídios como ocorridos na tragédia de Goiânia.

Ela ressaltou a importância de se identificar quando o filho ou o aluno está sendo vítima de bullying. “O professor pode se colocar no lugar do aluno e ver se aquela brincadeira seria aceitável. Com relação aos pais, eles podem identificar os abusos quando o filho tem resistência a ir para escola, baixa autoestima, humor rebaixado, etc”, contou.

Adélia ainda explicou que, a partir da ciência dos abusos, é preciso fazer uma investigação para saber quem seria o ofensor e buscar estratégias para que as ofensas sejam interrompidas. “É preciso que eles respeitem e tomem consciência do que estão fazendo. Infelizmente, as pessoas não dão muito valor a este problema e alguns acham que é brincadeira”, frisou.

A psicóloga ainda destacou que é muito difícil trabalhar mecanismos para que as vítimas se tornem imunes às ofensas. “Cada um possui uma personalidade e uma característica física que faz ela lidar melhor com certas situações. Algumas pessoas são mais tímidas e não conseguem reagir às ofensas e sentem um enorme sofrimento”, disse.

Ela destacou uma boa dica para verificar se a ocorrência trata-se de bullying ou é só uma brincadeira. “Quando todos estão se divertindo, mas o alvo das ofensas não, está caracterizado o bullying”, contou. E essa violência pode ser tanto psicológica quanto física. “Ameaçar, xingar, bater e entre outras atitudes configuram o crime”, contou.

 Adélia destacou que a situação é recorrente e acontece em todas as escolas da cidade, tanto públicas ou particulares. Ela alertou pais e professores para a identificação no início do bullying para melhor solução.  

A psicóloga informou que faz palestras para pais, alunos e professores para evitar a ocorrência do problema nas escolas da cidade. Ela orientou que, caso não seja possível a solução, um profissional deve ser procurado para evitar o sofrimento e até situações violentas como a que aconteceu na escola de Goiânia, em que um adolescente filho de policiais acabou disparando e atingindo vários colegas. O garoto estaria sendo chamado de “fedorento”.

Autor: Farley Rocha Postado em 26/10/2017
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42 comentários

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  • Fio vermelho | 1 mês, 2 semanas atrás

    Parabéns a psicóloga Adélia Lara, por trazer para nossa comunidade essa discussão que nos leva ao refinamento do convívio social, tendo em mente uma política preventiva que é sem sombra de duvidas o meio mais eficaz de elucidar o nobre cidadão, e evitar tragédias como a de Goiânia! Agora cabe a nós que temos o poder da informação sem limites na internet levar essa gama de conhecimentos para o mundo real, para o dia a dia de nossas famílias, e não dar continuidade na corrente do desprezo ou da intolerância, pois pequenos atos geram grandes resultados, vamos nos atentar aos detalhes e proporcionar ao próximo aquilo que gostaríamos pra nós ! Abração a todos sem exceção!!

    5 0 Responder

  • Anónimo | 1 mês, 3 semanas atrás

    Toda escola tem esses filhos da mãe que ficam fazendo bulling contra os outros ,ora que toma bala como em goiana eu acho e pouco.

    4 1 Responder

  • Ian | 1 mês, 3 semanas atrás

    Cresci nos anos 80 e naquele epoca bullyng fazia parte do crescimento e do amadurecimento. Ninguem era totalmente vitima e nem totalmente vilao. Todos se apelidavam e se zoavam e ninguem ficava traumatizado c isso. A gente aprendia a levar na esportiva pq qdo vc caia no choro ou apelava aí sim q se intensificava. Eu lembro bem q na minha e na casa da maioria dos amigos c quem eu convivia os pais tinham a regra q se chegasse em casa chorando ia apanhar p ter motivo p chorar de verdade. Se reclamasse q tava sendo chingado a resposta era "voce nao tem boca p chingar de volta nao?". Essa geraçao atual tem tudo muito facil, sao extremamente mimados e nao sao ensinados a lidarem com a vida. O mundo é um lugar hostil e vc precisa aprender a lutar. Estao se produzindo uma geraçao de inuteis q nao sabem lidar com nada.

    3 7 Responder

    Anónimo - 1 mês, 3 semanas atrás

    Vc nunca sofreu um bulling por isso não sabe o que é isso.bulling e uma coisa brincadeira e outra.

    5 0

  • Mariana Pantaleao | 1 mês, 3 semanas atrás

    Deveria abordar mais esse tema dentro das escolas !

    8 0 Responder

  • PEDRO LÊDO | 1 mês, 3 semanas atrás

    Na minha época se eu apanhasse na rua ou na escola eu apanhava de novo em casa. Simples assim. Essa GERAÇÃO LEITE COM PÊRA NUTELLA tem que aprender a se virar. Chega de mi mi mi.

    6 4 Responder

  • Amanda Allen | 1 mês, 3 semanas atrás

    Bulliyng, depressão, ansiedade só é diálogado e debatido na Internet, quando é na vida pessoal é "drama" "tá fazendo isso para aparecer", infelizmente é assim.

    8 0 Responder

  • amigo da natureza | 1 mês, 3 semanas atrás

    Bulling em Patos de Minas se teve uma pessoa adulta que sofreu e a diretora dizer a ela você superar e não vez nada para melhorar nem ela e nem a delegacia , depois vem na escola fala de Ética e Moral a situação, e pessoa aquentou por 1 ano isso ninguém fez nada nem diretora e vice, e os coordenadores dos curso técnicos

    4 1 Responder

    Anónimo - 1 mês, 3 semanas atrás

    A verdade e que ninguém se importa com as vítimas de bulling.fazem vista grossa como aconteceu em goiana depois falam que não ficaram sabendo.que bando de hipócritas.

    4 1

  • Jessica Lima | 1 mês, 3 semanas atrás

    Nas escolas é o que mais tem !

    6 1 Responder

  • Alves Sandra | 1 mês, 3 semanas atrás

    Em todos os lugares eu sofri com esse tipo de coisa e até hoje do que agora aprendi a não importar

    5 0 Responder

  • Marta Faria | 1 mês, 3 semanas atrás

    Nas clínicas de recuperação é o pior lugar pra esse tipo

    4 2 Responder

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