Procon emite alerta a consumidores e terá plantão em Patos de Minas durante a Black Friday

Consumidores que sentirem lesados durante a Mega Liquidação deve registrar queixa no Programa.

publicado em 27/11/2019, por Maurício Rocha


 A comércio brasileiro adotou o termo Black Friday também como promessas de grandes descontos.

O Procon de Patos de Minas fará uma espécie de plantão nesta sexta-feira (29) durante a Black Friday. O funcionamento do órgão de defesa do consumidor que normalmente acontece somente no período da tarde será estendido para o período de 8h às 17h30. Consumidores que sentirem lesados durante a Mega Liquidação deve registrar queixa no Programa. 

A Black Friday surgiu nos Estados Unidos para marcar o início das compras de Natal. Os descontos de até 90% provocavam filas enormes nas portas das lojas. A comércio brasileiro adotou o termo Black Friday também como promessas de grandes descontos, mas existem também aqueles aproveitam a data para enganar os consumidores.

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Relatos de lojas que aumentaram os preços na véspera para simular descontos no dia da Black Friday não faltam. Além disso, estelionatários podem aproveitar o dia de liquidação com sites falsos para enganar os consumidores.

O Procon de Minas Gerais elaborou uma série de orientações aos consumidores para evitar golpes e prejuízos durante a Black Friday. Confira!

1) Monitore o preço da mercadoria que pretende adquirir. Anote os valores encontrados e as respectivas lojas. Se possível, utilize aplicativos ou sites especializados em monitoramento de preços. Assim, você conseguirá saber se os descontos realmente valem a pena;

2) Desconfie de preços muito abaixo da média do mercado. Isso pode sinalizar golpe ou produto com qualidade ruim;

3) Confira também o preço do frete. Às vezes, a oferta parece boa, mas o valor do frete não compensa a compra;

4) Caso compre em lojas ou sites no exterior, verifique a incidência de tributos de importação (imposto federal) e, em alguns Estados, do imposto de circulação de mercadorias e serviços (ICMS). Além disso, há ainda o valor de Despacho Postal dos Correios. Na dúvida, visite sites que auxiliam no cálculo desses tributos e do valor do Despacho Postal e faça uma simulação dos custos que você provavelmente terá que arcar. Mas lembre-se que, na eventualidade de problemas, a solução poderá ser mais complexa, uma vez que a loja pode não ter representação no país;

5) Verifique, no preço total do produto, se consta, de forma camuflada, algum valor referente à garantia estendida ou seguro similar. A imposição desses serviços sem que o consumidor tenha solicitado constitui venda casada;

6) Esteja atento às formas de pagamento oferecidas pelo site e, se optar por pagar parcelado, sempre verifique os juros aplicados. E lembre-se: as lojas podem cobrar valores diferenciados de acordo com a forma de pagamento escolhida (boleto, cartão de crédito, cartão de débito, cartão próprio, etc.). Mas isso precisa ser claramente informado ao consumidor;

7) Verifique o prazo de entrega, pois ele pode ser determinante para sua decisão de compra. Quando o prazo for muito longo, se comparado ao prazo de lojas tradicionais, desconfie, pois, muitas vezes, esse expediente é utilizado por golpistas, ou seja, quando o consumidor percebe que há algo errado, já se passou muito tempo;

8) Busque informações sobre a reputação do fornecedor na internet, em redes sociais e com amigos e familiares. Verifique as avaliações negativas e quais situações que as motivaram. Mas atenção: a ausência de avaliações sobre o fornecedor, sejam positivas ou negativas, também representa necessidade de maior cuidado, pois isso pode significar que a loja ou site on-line tem pouco tempo de atuação, não sendo possível identificar sua imagem perante o mercado. Consulte, também, o site consumidor.gov.br, que, além de servir como meio alternativo para resolução de conflitos entre consumidor e fornecedores cadastrados, apresenta dados que demonstram o comportamento da empresa no mercado de consumo;

9) Entre no site da loja pelo endereço oficial e não por meio de links que aparecem em redes sociais, aplicativos de mensagens (SMS, WhatsApp, Telegram, etc.) e e-mails. Utilizar esses links para acessar lojas on-line representa um grande risco para o consumidor, que poderá ser direcionado para sites clonados (páginas falsas) ou para algum tipo de programa eletrônico malicioso (vírus, spyware, etc.), sendo possível, então, a captura de dados do dispositivo eletrônico e o cometimento de fraudes ou golpes;

10) Guarde todos os registros de sua compra, como e-mails de confirmação, comprovante de pagamento, códigos de rastreamento e de realização da compra. Se possível, salve e arquive a tela de cada etapa da compra;

11) Atenção para a diferença de preço ao finalizar a compra. Assim como nas lojas físicas, nas compras virtuais há registros de alteração do preço após a seleção do produto e, principalmente, quando se inicia o processo de pagamento;

12) Conforme o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), “o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Nas compras em lojas físicas, em que o consumidor está presente no estabelecimento, a troca do produto por simples arrependimento é uma liberalidade da empresa;

13) Em compras on-line, evite fazer depósitos direto em contas bancárias. O recomendável é pagar por meio de cartões ou boleto bancário, sendo, nessa última hipótese, imprescindível conferir, no momento do pagamento (seja pelo computador, no smartphone, no caixa eletrônico ou no caixa convencional), se o nome do beneficiário está correto;

14) Lembre-se de que o prazo para reclamar de vícios aparentes ou de fácil constatação é de trinta dias, tratando-se de fornecimento de produtos não duráveis, ou noventa dias, tratando-se de fornecimento de produtos duráveis. Por isso, se comprou um produto que não será utilizado imediatamente, retire-o da embalagem e teste o seu funcionamento.

Autor: Maurício Rocha Postado em 27/11/2019
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20 comentários

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  • Concurso já, prefeito! | 2 semanas atrás

    No dia que tiver concurso público para o Procon, ele será uma instituição que realmente defende os consumidores. Enquanto for indicação de empresarios, não vai funcionar. Como pode um cargo desses ser indicação de empresários?

    1 3 Responder

  • Beloved | 2 semanas atrás

    Tem loja que faz black friday o ano inteiro pra vê se vende alguma coisa, pq começa a vender caro só esperar uns 45 dias pra fazerem promoção kkkkkkk

    0 0 Responder

  • Ta | 2 semanas atrás

    Quem ...quem ....kkk vai trabalhar kkkk procon kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1 4 Responder

  • Se liga | 2 semanas atrás

    Tire foto dos preços atuais e no dia compare,facil facil.Você vai ver como funciona o mega desconto Black fraude ,estamos no brasil meu povo aqui tudo é enrrolação.

    3 3 Responder

    joao lorota - 2 semanas atrás

    Tens meu deslike por não saber escrever a palavra enrolação

    0 2

  • Consumidora atenta em Patos | 2 semanas atrás

    Black Friday, aqui é difícil, comprar em Patos é complicado, compra ou compra assim mesmo kkkkk.... se não tem tu ,vai tu mesmo kkk kkk.... ai ai ai ... imaginam um grande shopping onde se pode comprar tudo . ???????????? sonhar pode.

    1 4 Responder

  • zé calango | 2 semanas atrás

    Aqui no Brasil, os comerciantes fazem black friday o mês inteiro, porque é tudo de mentira Nos Estados Unidos é só um dia, nem mais, nem menos, porque lá a black friday é de verdade

    6 0 Responder

  • Olheiro | 2 semanas atrás

    Nossa o povo ainda cai nessa história de black fraude,tudo pela metade do preço.kkkkkkkk

    7 0 Responder

  • Black Fraude | 2 semanas atrás

    Aqui só tem Black fraude, exemplo dias normais fora da Black fraude, televisão 600,00 e dentro da Black fraude grande promoção na mesma televisão de 1000 por apenas 800,00. Voce para mais caro no produto achando que tá comprando com desconto e promoção.

    6 0 Responder

  • Carla | 2 semanas atrás

    Preguiça dessas lojinhas de preço máximo que insiste em falar que não troca peças de roupas, dá vontade de esfregar o CDC na cara das donas, até peças compradas na internet o cliente pode arrepender da compra mas nas lojinhas de Patos não pode.

    8 4 Responder

    Outra vez o estado - 2 semanas atrás

    Não se pode arrepender de troca em loja física, vc esteve lá, viu, pegou e tirou suas conclusões. O CDC só protege contra transações feitas por internet, telefone e mala direta. A troca de aquisições físicas só é feita se o dono da loja quiser.

    9 7

    CDC - 2 semanas atrás

    Carla, você está equivocada. O CDC não garante a troca em casos de compra em loja física, a troca nesse caso fica a critério e liberalidade do fornecedor. A troca só será direito do consumidor quando a compra for feita "a distância", ou seja, através de internet, telefone, etc. (art. 49 do CDC).

    1 0

  • Freguês | 2 semanas atrás

    O procom de Patos é uma piada de mau gosto, é um cabide de emprego nada mais do que isso

    12 10 Responder

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