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Publicado em 18/09/2017
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Polícia Civil conclui inquérito e professora do Proinfância em Presidente Olegário é indiciada por maus tratos

A Polícia Civil de Presidente Olegário indiciou por maus tratos uma professora da rede municipal de ensino depois que uma mãe também professora denunciou o caso na polícia.

O aluno de 5 anos disse a reportagem que a professora dava tapa e jogava os trabalhinhos no lixo.

A investigação criminal presidida pelo delegado Dr. Vinicius Volf Vaz começou no primeiro semestre quando foi feita a denuncia de uma suposta agressão a um menino de 3 anos, que ocorreu este ano, na Escola Municipal Valdir Pereira Araújo (Proinfância). Ocasião que foi feita uma ocorrência policial e exame de corpo delito.

Além desta denúncia, a professora tem uma sucessão de maus tratos em anos anteriores, que indica maus-tratos, concluiu  o inquérito.

Uma mãe que preferiu não identificar disse que só soube que o filho agredido depois que foi na delegacia prestar depoimento juntamente com o filho de 5 anos, sobre a agressão do colega de sala. “Os coleguinhas do meu filho disse que ele foi agredido pela professora, não criei filho para apanhar na escola não, quero Justiça” disse a mãe.

O aluno de 5 anos disse a reportagem que a professora dava tapa e jogava os trabalhinhos no lixo.

O inquérito ouviu cerca de 20 pessoas, entre mães, alunos e professores. O processo foi enviado para o Ministério Público com indiciamento da professora por maus tratos.

Conforme a prefeitura do município, a professora está afastada da sala de aula, sendo designada para outro setor do município. A Escola Municipal Valdir Pereira Araújo (Proinfância) atende atualmente cerca de crianças.

O procurador do município Dr. Antônio Simões disse que o afastamento da professora ocorreu depois que a Justiça revogou a liminar que concedeu a professora para voltar a sala de aula. “Caso a professora seja condenada ela poderá ser exonerada pelo município”, disse o procurador.

Caso a Justiça condene a professora, o crime de maus-tratos pode levar a detenção de dois meses a um ano. Como a vítima é menor de idade, a pena pode ser agravada em um terço.

Afastada três vezes

O afastamento da professora ocorreu por três veze. O primeiro ocorreu quando o município instaurou processo administrativo e a afastou por 30 dias. O segundo afastamento ocorreu após o Ministério Público abrir inquérito para investigar o caso e recomendar o afastamento.

Com abertura do inquérito a professora conseguiu uma liminar na Justiça e retornou a sala de aula. O terceiro afastamento ocorreu essa semana quando o município foi notificado pela Justiça que tinha revogado a liminar determinando o afastamento da professora até que o caso seja resolvido.

Ministério Público.

A Assessoria de Comunicação disse em nota que o Ministério  Público de Presidente Olegário prepara uma ação penal em desfavor da professora.

A defesa da professora

A defesa da professora emitiu uma nota. Leia abaixo:

“A professora, é servidora pública estável do Município de Presidente Olegário, Estado de Minas Gerais, nomeada em 14/03/2012, por meio da Portaria 20/2012, após aprovação em concurso público para o cargo de Professor PI. Nada obstante, trata-se de professora que conta com mais de 25 (vinte e cinco) anos de profissão em escolas municipais e estaduais.

É fato público e notório que a professora coleciona em suas quase três décadas de sala de aula, diversas homenagens e manifestas demonstrações de carinho por parte das centenas de alunos que já passaram por suas mãos.

Ao longo desse período não recebeu nenhuma advertência ou sequer foi processada.

Também é público e notório que trata-se de professora proativa em trazer benefícios à escola, sendo reconhecida como sinônimo de competência, lisura e experiência na área de atuação.

Quanto aos fatos que lhe são imputados, se alguma denúncia for apresentada pelo Ministério Público, iremos demonstrar a sua inocência durante a instrução processual.“

Atenciosamente

Advogados Paulla Mayra Cardoso Silva e Thiago Cordeiro Fávaro.

Fonte: PO Hoje

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Postado em 18/09/2017
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9 comentários

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  • Luana | 3 semanas, 6 dias atrás

    Foi afastada 3 vezes e ainda ta em sala de aula? Tem que exonerar o cargo dessa psicopata

    5 1 Responder

  • LULUZINHA | 3 semanas, 6 dias atrás

    ME DESCULPEM, NÃO ACHO CERTO UMA PROFESSORA BATER EM UM ALUNO MAIS MUITAS MÃES CRIAM UNS CAPETAS DENTRO DE CASA, FILHOS MAUS EDUCADOS, DESOBEDIENTES E MANDAM ELES PARA A ESCOLA COM A MAIOR ALEGRIA PARA FICAR LIVRE.CHEGA NA ESCOLA ELES APRONTAM E A POBRE DA PROFESSORA É OBRIGADA A AGUENTAR. EU NÃO SERIA PROFESSORA JAMAIS PORQUE EU BATERIA EM TODOS. MEUS FILHOS SÃO SUPER BEM EDUCADOS, JÁ CRESCIDOS E NUNCA ME DERAM PROBLEMA NA ESCOLA, MAIS EU ERA MUITO BRAVA COM ELES. SERÁ QUE ESSAS CRIANÇAS SÃO ANJINHOS????

    10 5 Responder

    Flavio - 3 semanas, 6 dias atrás

    Criança de 03 anos e outra de 05 anos. Sera que em são capetas????? Vai ver que essa mulher "PROFESSORA" Esta na profissão errada....Ela podia entra na PM ou ser agente penitenciário. Poderá dar uns corretivos em vagabundo, não em criança de 03 anos.....

    1 0

  • Pé de Sapo | 3 semanas, 6 dias atrás

    Tempestade em copo d'água! Problemas de relacionamento com colegas e até mesmo com professores é um sinal de alerta para que seus filhos sejam melhores educados, tenho 25 de serviço e em todos os conflitos que os pais se posicionaram em defesa dos filhos, estes se tornaram adultos problemas anos depois. Professores também erram, mas o correto é resolver com a direção. A professora não tinha nenhuma advertência! E a exoneração que parece eminente é um exagero!

    8 2 Responder

    Kaka - 3 semanas, 6 dias atrás

    Se fosse tão boa não tinha sido afastada 3x

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    Pé de Sapo - 3 semanas, 6 dias atrás

    É a primeira vez que ela teve problemas: foi afastada três vezes no mesmo caso, foi afastada, voltou, afastou novamente, demandas judiciais no mesmo caso. Acho um exagero, tantas coisas precisando de investigação, poderia ter advertido ou até trocado ela de função.

    6 3

  • Lili | 4 semanas atrás

    Que horror!!! Uma monstra dessa,lecionando crianças indefesas!!!Que nunca volte pra sala de aula!!! Nem preso pode ter um tratamento desse,ainda mais na educação infantil!!!

    5 12 Responder

  • Legal | 4 semanas atrás

    Aki em Araxá tem uma professora primária que vem para as aulas bêbaça, e não acontece nada. :facepunch: :facepunch: :facepunch:

    7 0 Responder

    Indignada - 3 semanas, 6 dias atrás

    Como assimmmmm Brasil????

    2 0