Pipas prejudicaram fornecimento de energia para 750 mil residências mineiras em 2018

De janeiro a abril deste ano, a brincadeira causou quase 364 interrupções no sistema elétrico da Cemig.

publicado em 18/07/2019,


Imagem Ilustrativa.

Soltar pipa é uma brincadeira muito popular em Minas Gerais, mas ela precisa ser acompanhada de perto pelos pais e responsáveis para não trazer riscos à segurança da população. Somente no ano passado, ocorreram 2.202 ocorrências na rede elétrica na área de concessão da Cemig,  prejudicando 750 mil unidades consumidoras, residenciais e comerciais. Destas, 131 foram na região Triângulo, afetando 30.168 unidades Consumidoras.

Nos primeiros quatro meses de 2019, na Região Triângulo, foram registrados 33 desligamentos provocados pelo contato de pipas com a rede elétrica, prejudicando mais de 3.724 famílias. O uso do cerol – mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores – é um dos principais causadores dos desligamentos, pois rompem os cabos quando entram em contato com a rede elétrica. Além disso, muitos curtos-circuitos são provocados pela tentativa de retirada de papagaios presos aos cabos.

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De acordo com o engenheiro Segurança do Trabalho Demetrio Aguiar, da Cemig, alguns procedimentos devem ser adotados para que não haja risco à segurança nem ocorram interrupções no fornecimento de energia durante a brincadeira. “As pipas devem ser empinadas em locais abertos e afastados da rede elétrica. Jamais se usa fios metálicos ou cerol e, caso a pipa fique presa, não Se pode tentar resgatá-la”, orienta.

Ainda, Demetrio Venicio Aguiar alerta sobre os riscos de um tipo de cabo cortante feito em escala industrial, chamado de “linha chilena”, que, por ser um produto industrial, é mais perigoso que o cerol. Tanto o  cerol quanto a “linha chilena” podem causar acidentes graves com as pessoas que os manipulam e também ocasionar acidentes com terceiros, especialmente motociclistas.

Acidentes graves

Demetrio Venicio Aguiar conta que a maioria dos acidentes acontece quando o papagaio fica preso na rede elétrica e as crianças tentam retirá-lo utilizando materiais condutores, como pedaços de madeira ou barras metálicas. O contato com a rede elétrica pode ser fatal, além do risco de queda em função da reação involuntária causado pelo choque elétrico.

Nesses casos, as consequências mais comuns são traumatismos, devido às quedas, e queimaduras graves por causa dos choques.

O engenheiro chama a atenção, ainda, para o fato de que o uso do cerol pode transformar uma simples linha de papagaio em um material condutor e provocar choque elétrico ao entrar em contato com a rede. Além disso, muitas crianças amarram as pipas com arames e fios. “São materiais altamente condutores de energia e que acabam sendo energizados quando tocam os cabos de energia, causando o choque elétrico”, explica Demetrio  Venicio Aguiar.

Crime e multa

A lei estadual 14.349/2002 proíbe o uso de cerol ou de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas, de papagaios, de pandorgas e de semelhantes artefatos lúdicos, para recreação ou com finalidade publicitária, em todo o território do Estado de Minas Gerais. Quem for flagrado usando cerol ou linha cortante está sujeito ao pagamento de multa, que varia de R$ 100 a R$ 1,5 mil, podendo ser agravada.

Além disso, quando menores são flagrados usando cerol e o material provoca acidente, os pais podem ser penalizados por danos a pessoa física, ao patrimônio público ou à propriedade privada.

Fonte: Ascom Cemig

Postado em 18/07/2019
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