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Publicado em 03/07/2017
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ONU alerta para o aumento da fome no mundo

Pela primeira vez, desde 2015, número de famintos a nível global sobe, revertendo anos de progresso, diz a FAO

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), fez um alerta hoje (3) na abertura de sua 40ª. Conferência, em Roma, sobre o preocupante aumento do número de pessoas com fome no mundo desde 2015, ameaçando vários anos de progresso na área. A FAO ainda não pode precisar o número exato deste acréscimo, mas indica que terá os resultados em setembro. A informação é da ONU News.

Em seu discurso na abertura da conferência, nesta segunda-feira, o diretor-geral da agência das Nações Unidas, o brasileiro José Graziano da Silva, disse que quase 60% das pessoas que passam fome no mundo vivem em áreas de conflitos e afetadas por mudanças climáticas.

Graziano contou que os 19 países em situação de crise quase sempre enfrentam também problemas com secas e/ou cheias. A FAO destacou o alto risco de fome no nordeste da Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iêmen, com quase 20 milhões de pessoas severamente afetadas no total.

O diretor-geral da agência da ONU informou que os meios de subsistência da maioria das pessoas que vive em zonas rurais foram interrompidos e muitos ficaram sem qualquer opção a não ser migrar por causa da crise.

Segundo Graziano, o compromisso internacional para acabar com a fome é fundamental, mas a questão só será realmente resolvida quando governos transformarem as promessas em ações concretas em níveis local, regional e nacional. Ele afirmou que a paz é vital para acabar com a crise, mas quem tem fome não pode esperar a chegada da paz.

O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou no evento que a iniciativa de Fome Zero da ONU é uma forma de se atingir a paz, a justiça, a igualdade e preservar o mundo para o futuro.

Na abertura do encontro, discursaram também o chefe do Programa Mundial de Alimentos (PMA), David Beasley, e o novo administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Achim Steiner.

A 40ª. Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação deve terminar no próximo sábado, 8 de julho. Cerca de 1,1 mil pessoas estão em Roma participando do evento, que aprovará também o novo orçamento da agência.

Fonte: Agência Brasil 

Clínica Impar - Início: 21-08-17
Postado em 03/07/2017
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4 comentários

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  • FALTA DE ALIMENTOS | 3 meses, 2 semanas atrás

    A falta de alimentos é que essa geração nova não quer encarar qualquer serviço, e, o povo da roça está morrendo e outros indo para a cidade , onde compra tudo industrializado, a produção da roça cai, os empresários cansaram de impostos altos e param de produzir, ai ocorre a escassez de alimentos. Essa geração de modinhas não quer fazer serviço braçal, um bando de noiados e merdas, uma geração aviadada.

    1 1 Responder

    um patense - 3 meses, 2 semanas atrás

    Você tocou em uma questão preocupante também. O êxodo rural! Embora ele não seja tão intenso como na época da industrialização do Brasil que coincidiu com a época da ditadura militar, ainda assim as pessoas continuam deixando a zona rural para se estabelecerem nas cidades, sejam metrópoles ou cidades de grande e médio porte. E aí fica um outra questão: até quando as cidades aguentarão um aglomeramento cada vez maior de pessoas?

    0 0

  • previsão | 3 meses, 2 semanas atrás

    Provavelmente isso reforçará a necessidade dos programas assistenciais do governo. Mas até quando o governo brasileiro vai conseguir bancar esses programas assistenciais??? Será que a Venezuela não é um exemplo do que muitos países podem virar no futuro, inclusive o Brasil??? :confounded:

    0 0 Responder

  • um patense | 3 meses, 2 semanas atrás

    Eis aí uma notícia preocupante! O Brasil produz muito alimento, mas também exporta muito. De uma forma ou de outra, isso vai aumentar o preço dos alimentos. :scream:

    0 0 Responder