Governo corta projeção para PIB em 2019 pela metade, a +0,81%

“A confiança de empresários e consumidores tem se reduzido em relação ao início do ano"

publicado em 12/07/2019,


O governo cortou nesta sexta-feira sua projeção para o crescimento da economia este ano a 0,81%, sobre 1,6% anteriormente, chamando atenção para a lentidão da economia em função de choques e com os investimentos em compasso de espera pela reforma da Previdência, conforme nova grade de parâmetros macroeconômicos divulgada pelo Ministério da Economia.

–––––––––––––––––––––––––––––––– CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ––––––––––––––––––––––––––––––––
Medic Imagem

Com isso, a estimativa para o PIB ficou em linha com o número calculado pelo mercado, que vem sendo reduzido semana a semana. No último boletim Focus, feito pelo BC junto a uma centena de economistas, a expectativa era de alta de 0,82% para a atividade neste ano.

No curto prazo, a secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia assinalou ainda que prevê uma elevação de 0,3% no segundo trimestre sobre o trimestre anterior, com ajuste sazonal, num reflexo da frustração das estimativas em relação aos dados mensais efetivamente divulgados.

“A confiança de empresários e consumidores tem se reduzido em relação ao início do ano, dada a demora na retomada. A produção industrial apresentou ritmo próximo de zero em abril e maio, com recuo da indústria extrativa e menor ritmo dos ramos de transformação”, disse a SPE, salientando que a tragédia de Brumadinho respondeu, nas suas contas, por cerca de um terço da queda da indústria até o momento.

“Os serviços mostram recuperação lenta devido a dificuldades de empresas e de famílias. Quanto à agropecuária, nota-se alguma recuperação da safra de grãos”, acrescentou a pasta, após destacar que a expectativa com a reforma previdenciária postergou investimentos planejados, de forma a reduzir o crescimento da atividade no primeiro semestre.

Para 2020, o governo também diminuiu sua expectativa para o PIB a um crescimento de 2,2%, sobre patamar de 2,6% divulgado no último relatório de receitas e despesas, de maio. Já para 2021 e 2022 a expansão esperada manteve-se em 2,5%.

“A redução do crescimento da atividade em 2020 se deve substancialmente ao efeito base, ou seja, o menor patamar do PIB neste ano afetará o desempenho do PIB em 2020, mesmo crescendo a taxa de 2,5% anualizada em média no próximo ano”, disse a SPE.

Em nota, a secretaria ressaltou que seus cálculos não incorporam “por completo” os efeitos da aprovação da reforma da Previdência e de novas medidas que beneficiarão a economia.

O governo também reviu a projeção para a inflação medida pelo IPCA a 3,8% em 2019, sobre 4,1% na estimativa com data-base em 10 de maio, e uma expectativa de 3,8% do mercado, segundo o Focus.

Os números embasarão a confecção do próximo relatório de receitas e despesas, que será publicado até o dia 22.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, já adiantou no início desta semana que, com um PIB mais modesto, as receitas estimadas para o ano devem cair, pressionando o governo a adotar um novo contingenciamento nos gastos para seguir cumprindo a meta de déficit primário de 139 bilhões de reais.

Rodrigues frisou, contudo, que a equipe econômica estava trabalhando com medidas para diminuir essa necessidade, incluindo iniciativas tributárias e associadas a fundos.

Fonte: Reuters

Postado em 12/07/2019
Compartilhe:

1 comentários

Recentes Populares
Termo

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Portal Patos Hoje. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Portal Patos Hoje poderá remover, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos ou que estejam fora do tema da matéria comentada. É livre a manifestação do pensamento, mas deve ter responsabilidade!

Os comentários que receberem 20 votos negativos a mais que os positivos serão retirados do Portal.

  • Debochador | 3 dias atrás

    Vai a zero até o novembro ?

    2 1 Responder