Publicado em 06/08/2018
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Financiamento de campanha e renovação política

Para Marcelo Pimentel, a oligarquia saiu fortalecida e os candidatos terão que se reinventar.

As novas regas de financiamento das campanhas eleitorais devem favorecer os atuais detentores de mandatos e reduzir a renovação política no país. Essa é a opinião do assessor-chefe de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eron Pessoa, e do mestre em ciência política e pesquisador associado do Laboratório de Pesquisa em Comportamento Político, Instituições e Políticas Públicas da Universidade de Brasília (UnB), Marcelo Pimentel, que estuda financiamento de campanhas desde 2012.

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Os dois convidados do programa Diálogo Brasil apontam um somatório de fatores para justificar esse efeito mais imediato das mudanças esperado por eles: a proibição da participação das empresas no financiamento das candidaturas; a conjuntura econômica, com alto nível de desemprego comprometendo o poder de doação das pessoas físicas; o modelo de distribuição do dinheiro destinado às campanhas, que privilegia os partidos com maior representatividade; a redução do tempo da propaganda eleitoral; e o momento político adverso, diante das revelações da Operação Lava Jato.

Eron Pessoa observa que até o debate de novas ideias será prejudicado. Mas acrescenta que era preciso iniciar o processo de maior participação do eleitorado nas campanhas. Segundo ele, esse é um trabalho educativo e de longo prazo. Para Marcelo Pimentel, a oligarquia saiu fortalecida e os candidatos terão que se reinventar. Ele diz que não havia um modelo de financiamento para o país se espelhar. Mas avalia que a tendência é estreitar o vínculo e aumentar a responsabilidade na relação entre o eleitor e o político eleito.

Também participam do programa, por meio de depoimentos em vídeo, o advogado e jurista Henrique Neves, que foi ministro do TSE entre 2012 e 2017; o jornalista especialista em crowdfunding que é consultor e fundador da consultoria em financiamento coletivo Bando, Felipe Caruso; o professor de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília Creomar de Souza; e a jornalista Ísis Maria, do coletivo Campanha de Mulher.

O Diálogo Brasil vai ao ar toda segunda-feira, às 22h15, pela TV Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Postado em 06/08/2018
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