Publicado em 10/10/2018
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Estudantes de Jornalismo do Unipam lançam canal e debatem sobre a violência contra a mulher

Na abertura, os estudantes de jornalismo apresentaram o canal do YouTube “Falando Mulher”.

O lançamento do canal na internet “Falando Mulher” aconteceu nessa terça-feira (09).

Nessa terça-feira (09), véspera do Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher, alunos do 8º período de jornalismo do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), com orientação da professora e jornalista Ludmila Bahia, promoveram no Centro de Empreendedorismo Oceano, o lançamento do canal na internet “Falando Mulher” e mesa redonda com autoridades para discutir sobre a violência contra a mulher.

Na abertura, os estudantes de jornalismo, Layla Sena, Luís Henrique, Maryana Lorrane e Thalia Oliveira, apresentaram o canal do YouTube “Falando Mulher”. A mídia conta com vídeos relacionados ao combate a violência contra à mulher. Um espaço aberto às vítimas, autoridades e pessoas ligadas a causa. Todas às terças e sextas-feiras, às 14 horas, serão inseridos novos vídeos no canal. Pelo facebook e instagram @falandomulher também é possível acompanhar a produção de conteúdos e ainda sugerir temas e participar de discussões.

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Depois foi realizado debate, que teve como tema “As várias faces da violência”, com o promotor de justiça, Paulo César Freitas, o delegado de crimes contra à mulher, Érico Rodovalho e a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Gislene Pereira Gonçalves.

Hoje (10) é o Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher. Uma data que merece atenção já que os números não param de crescer. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados em agosto de 2018, o Brasil registrou 606 casos de violência doméstica e 164 estupros por dia no ano passado, mas como a taxa de subnotificações é alta, estima-se que apenas 10% dos casos são registrados pela polícia.

Durante a mesa redonda, o delegado Érico Rodovalho alertou: “recebo até três casos todos os dias de violência doméstica, mas geralmente em apenas um há o registro de queixa da mulher”. Gislene Pereira completou e disse que isso acontece “por medo, pressão familiar, vergonha e desamparo à vítima”. O promotor Paulo César enfatiza que “a lei mudou, está mais severa e funciona. Em Patos de Minas, o acusado de agressão fica de 4 a 6 meses preso antes de ser julgado e há rigor nas sentenças”. E vai além “para diminuir os casos de violência é preciso dotar as mulheres de empoderamento e trabalhar nas bases para que haja conscientização”.

Alunos e convidados ainda fizeram perguntas às autoridades e comentários sobre o tema, como Damaris Nascimento, vítima de tentativa de homicídio em outubro de 2017, mas que teve os dois irmãos, Darc e Kalebe brutalmente assassinados. Damaris lembrou que por vezes viu as violências que a irmã sofria do ex-marido, mas não sabia que podia denunciar e ainda agradeceu aos trabalhos do Promotor de Justiça e do Delegado de Polícia no caso dela. O acusado Pedro Queiroz está preso e o julgamento ainda não foi marcado.

Imagens atualizado em 10/10/2018 • 10 fotos

Texto e fotos: Ludmila Bahia

Postado em 10/10/2018
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1 comentários

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  • BolorAsno | 1 mês, 1 semana atrás

    A iniciativa é boa, mas é uma tarefa árdua. Em tempos de polarização ideológica, onde um lado faz apologia ao estupro, à tortura, ao assassinato, prega o desrespeito às mulheres, aos gays, negros e índios. Será apenas coincidência o aumento de assassinatos destes grupos que estão sendo usados, já há algum tempo, por este candidato? Ainda há tempo de proteger nossas famílias e não será pregando a violência. Nesta semana houve um triste caso que ilustra bem o monstro que a mídia criou e alimenta. Segue o link. https://revistaladoa.com.br/2018/10/noticias/um-gay-morto-no-armario-e-um-assassino-obcecado-por-bolsonaro/

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