Alunos de Pindaíbas vão conhecer a lenda da “Mãe do Ouro” para projeto estudantil

Juntamente com o professor de história, Walter Valle, os estudantes foram conhecer “o lugar onde ficaria a Mãe de Ouro”.

publicado em 17/06/2019, por Farley Rocha


Uma rocha gigante situada a cerca de 1 quilômetros do distrito marca o folclore.

Os alunos do 9º Ano da Escola Municipal José Paulo de Amorim, no Distrito de Pindaíbas, município de Patos de Minas, tiveram uma aula diferente nesta segunda-feira (17). Juntamente com o professor de história, Walter Vale, os estudantes foram conhecer “o lugar onde ficaria a Mãe de Ouro”, lenda que faz parte do imaginário dos moradores por décadas. Uma rocha gigante situada a cerca de 1 quilômetros do distrito marca o folclore.

Com garrafas d’água e muita disposição, eles deixaram a sala de aula e seguiram rumo à fazenda do Senhor Antônio Cruz, conhecido como “Tõe da Rita”, onde está a grande rocha no alto do morro. Eles passaram pela ponte sobre o Córrego Pindaíbas, romperam cercas, percorreram trilhos e até enfrentaram o gado. Uma caminhada que durou aproximadamente 1 hora, até chegarem na grande rocha situada no alto do morro.

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O Professor de história Walter Vale explicou que o trabalho faz parte de um projeto da Secretaria Municipal de Educação para resgatar a memória. Neste caso, os alunos foram até a rocha com vários metros de altura para fotografar e filmar o ponto onde teria aparecido a “Mãe do Ouro”, mito que faz parte do imaginário dos moradores. Do ponto, é possível ver toda a comunidade, que é cercada por inúmeras árvores.  

Os alunos Maria Eduarda, Amandha Julia e Juann Francisco também falaram sobre este lugar que marca o imaginário dos moradores. Segundo eles, a rocha representa a morada da “Mãe do Ouro”, de onde então parte a “bola de fogo” e percorre a região. Os avós dos alunos também cultivam estas histórias. Segundo Amandha, o avô conta que já tentou garimpar diamante no pé da rocha e acabou se deparando com uma cobra de duas cabeças.

E o dono da terra, Senhor Antônio Cruz, de 74 anos, afirmou que realmente acredita na lenda. “Várias pessoas, curiosos vêm ver”, disse. Segundo ele, a “Mãe do Ouro” apareceu há cerca de 50 anos e já chegou a vê-la passar no alto do céu. “Ela só vai, não volta não”, contou. Ele disse que ela é uma bola muito luminosa, que deixa tudo claro ao passar. Ele também afirmou que história faz parte dos causos dos moradores.

Após a visita, os alunos voltaram para a escola para analisarem as imagens feitas no local e de toda a paisagem do distrito. Uma discussão será feita a respeito das memórias do povo da região, para então encaminhar o trabalho para a Secretaria Municipal de Educação-SEMED. E a excursão vai ficar mesmo marcada na memória dos estudantes. Além de poderem ter contato com a bela imagem de onde residem, situações curiosas aconteceram. Um ovo de urubu, algo que chamou bastante a atenção dos alunos, foi encontrado no alto da rocha.

Imagens atualizado em 17/06/2019 • 15 fotos

Autor: Farley Rocha Postado em 17/06/2019
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19 comentários

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  • CDF | 2 meses atrás

    Passear e fazer pic nic é bem melhor do que estudar.

    1 2 Responder

  • Estudiosa | 2 meses atrás

    Tomara que quando eu for prestar vestibular tenha uma questão sobre a Mãe do Ouro de Pindaibas.

    4 2 Responder

    patos - 2 meses atrás

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    0 1

  • Cabeça pensante | 2 meses atrás

    Parabéns pelo projeto, conheço a região e já vi a mãe de ouro só que em outro local, ela existe sim.

    4 1 Responder

  • Biólogo | 2 meses atrás

    Parabenizo o professor Walter pela sua atuação em mostrar para estes alunos que culturas devem ser preservadas e respeitadas. Porém, fica aqui o meu descontamento e preocupação com a atitude de alguns alunos que destruíram o ninho de um urubu, apesar de serem aves feias e nojentas, os urubus têm uma importância fundamental na natureza, mantém o ambiente em que vivem limpo, eliminando desde carcaças até ossos, sendo responsáveis pela eliminação de 95% das carcaças de animais mortos na natureza. Com isso, eles ajudam a prevenir a propagação de doenças, eliminando bactérias que poderiam adoecer ou matar muitos animais selvagens e domésticos. Estudos demonstraram que em áreas onde não há urubus, as carcaças levam até três ou quatro vezes mais tempo para se decompor.

    5 1 Responder

  • Chacrinhamarilim | 2 meses atrás

    Affs! Faltou aí as fotos da mãe do ouro! Ai Jesus me acode! Assim eu tenho síncope!

    2 8 Responder

  • Gaúcho das 4 facas | 2 meses atrás

    Anem! Isso aí no vestibular?

    4 8 Responder

    Cacilda - 2 meses atrás

    Seu babaca , isso é um trabalho de campo com grande aprendizado, vai estudar para não falar ASNEIRAS ....

    10 3

  • Putz! | 2 meses atrás

    Isso é realmente uma pindaíba!

    4 10 Responder

  • Marielle | 2 meses atrás

    Eu creio que exista sim a mãe do ouro ,porque teve a alguns anos atrás estava buscando umas vaca no pasta e era no Morro do lado,era umas 5 e pouco da manhã e eu olhei pra frente uma ficha enorme na verdade é meio que uma bola grande de fogo e tava andando bem devagar eu assustei kk

    9 3 Responder

  • Bruno | 2 meses atrás

    parabéns ao professor Walter Vale! Essa comunidade realmente é muito bonita!

    16 4 Responder

  • Lazara | 2 meses atrás

    Parabéns professor Walter pela diferença do ensino com a prática. Escola Municipal José Paulo Amorim fazendo a diferença na história da aprendizagem.

    12 3 Responder

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