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Admirável mundo novo

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

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Apesar da não incidência de impostos sobre livros, jornais e revistas (Constituição da República, art. 150, VI, d), no Brasil esses itens continuam sendo pouco acessíveis para grande parte da população. Será que os preços seriam ainda mais elevados se não houvesse essa imunidade? Ou a norma que deveria beneficiar os consumidores beneficia apenas os donos de editoras, gráficas e distribuidoras?

Mas graças ao boom tecnológico, hoje muito mais pessoas têm acesso a bens culturais e à informação. Embora arquivos digitais possam não substituir o prazer de manusear uma obra impressa, em compensação são inúmeros os saites onde você pode baixar todo tipo de publicação, nacional e estrangeira, algumas até antes de chegarem às bancas e livrarias, dentre inúmeras outras vantagens propiciadas por esse tipo de formato.

Além do acesso rápido e virtualmente gratuito, obras que não mais se encontram no mercado estão disponíveis para todos aqueles que têm acesso a um computador conectado à rede o que, infelizmente, ainda não é uma realidade para muitas pessoas.

No kotonette.com você pode baixar periódicos como História Viva, Época e as edições diárias do Estadão. Já o todo-poderoso AVAX, atualmente com um acervo de mais de quarenta mil edições, disponibiliza a versão eletrônica (em PDF) de alguns dos diários e algumas das revistas mais importantes do mundo (Time, Shonen Jump, The New Yorker, Billboard, Le Monde…), na íntegra, além de fascículos sobre ciências, história e arte, e quadrinhos novos e antigos, em diversos idiomas.

Um dos fóruns mais completos e populares é o F.A.R.R.A., que contém também filmes, documentários e animações, tudo muito bem organizado em tópicos e listas. Compilamos mais alguns linques no Ugh! (clique AQUI).

Como observou o escritor inglês Neil Gaiman, cujos trabalhos são maciçamente compartilhados pelos fãs, via internete, “o inimigo não é a ideia de que o livro esteja sendo lido de graça, e sim a de que ele não esteja sendo lido”.

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Um atento e culto leitor, que sempre colabora conosco com preciosas sugestões,  entrou em contato para comentar a frase O MAGNETÍSMO REFERE-SE À ÍMÃ, reproduzida na postagem de 16/9, na qual apontávamos “TRÊS ERROS” de português.

Ele concorda que o acento agudo em “magnetísmo” e o grave antes de palavra masculina sejam aberrações gramaticais, mas pergunta onde estaria a terceira, no uso da ênclise. “Não há palavra atrativa, a despeito do ‘magnetismo’, para o fator próclise”, brincou.

O leitor tem razão. Para muitos gramáticos é possível optar tanto pela próclise (SE REFERE) tanto pela ênclise (REFERE-SE), motivo pelo qual não podemos afirmar que esta constitua “erro” no caso citado.

Nós mesmos já utilizamos ambas as formas, todavia a questão não é unânime e não podemos ignorar que o português usado no Brasil e o português de Portugal divergem em muitos pontos, sendo a colocação de pronomes clíticos me, te, se, o(s), a(s), lhe(s), nos e vos apenas mais um.

Valem as regras de eufonia e bom senso, ao que julgamos a ênclise mais adequada aos padrões lusitanos, salvo com verbos que iniciem orações, no imperativo afirmativo ou no gerúndio, desde que não precedido de “em” ou advérbio, termos que atraem o pronome.

manoel@patoshoje.com.br