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	<title>PATOSBLOGUE</title>
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	<description>Manoel Almeida</description>
	<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 22:12:26 +0000</pubDate>
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		<title>Em obras, Itaú ignora normas básicas de segurança</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 16:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Bancos]]></category>

		<category><![CDATA[Direito do consumidor]]></category>

		<category><![CDATA[Direito Penal]]></category>

		<category><![CDATA[Processo Penal]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

		<category><![CDATA[Sistema financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
A “fusão” entre o Itaú e Unibanco, anunciada em novembro de 2008, criou a maior instituição financeira privada da América Latina. Até 2011, a marca Unibanco deverá desaparecer em todo o país, substituída pelo Itaú 30 Horas. Em Patos de Minas, a futura agência 6648 deverá estar pronta até o próximo dia 26. Nesta semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="aligncenter size-full wp-image-1563" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/09/figura1.jpg" alt="figura1" width="451" height="338" /></h2>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">A “fusão” entre o Itaú e Unibanco, anunciada em novembro de 2008, criou a maior instituição financeira privada da América Latina. </span>At<span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">é 2011, a marca Unibanco deverá desaparecer em todo o país, substituída pelo Itaú 30 Horas. Em Patos de Minas, a futura agência 6648 deverá estar pronta até o próximo dia 26. Nesta semana recebemos correspondência informando as mudanças na identidade visual e o nosso novo número de conta. “Estamos cuidando de tudo para que você não tenha preocupação alguma e continue a fazer suas operações bancárias normalmente, com a mesma tranquilidade de sempre”, afirma o comunicado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">No entanto, há duas semanas o público é atendido precariamente, em pleno canteiro de obras, em meio a poeira e materiais de construção. Só faltou caixas e gerentes trabalhando de capacete, para completar a cena. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Em média, 150 agências são modificadas todos os meses. Novamente, as metas devem ser cumpridas a quaisquer custos. O resto (o ser humano) que se dane.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Quase não havia lâmpadas, e o nível de iluminação no ambiente de trabalho estava bem abaixo do mínimo recomendável para a atividade. Chegou-se ao cúmulo de a agência funcionar sem divisórias pelo menos durante dois dias, completamente exposta. O policiamento, que deveria ser reforçado, era inexistente. Uma simples fita e dois vigilantes eram os únicos obstáculos (além dos entulhos) entre a calçada e os guichês.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1566" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/09/figura3-150x150.jpg" alt="figura3" width="150" height="150" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1564" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/09/figura2-150x150.jpg" alt="figura2" width="150" height="150" /></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"> </p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Certamente, as mudanças não visam benefícios apenas para a empresa, que reduzirá consideravelmente os seus gastos. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Embora ainda muito longe dos cenários sem filas e do tratamento VIP dispensado a pessoas comuns mostrados nas propagandas enganosas de sempre,</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> o novo estabelecimento também estará apto a atender com mais comodidade. Mas por que não fechá-lo durante a reforma, redirecionando o atendimento para um local adequado? Ou ainda, a obra poderia ser executada por etapas, no período noturno e em finais de semana, de modo a trazer o mínimo de transtorno. A vigilância nem sequer fora reforçada. O consumidores devem, sim, ser atendidos. Mas não de qualquer maneira, colocando sua vida e saúde em risco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Sabemos que dinheiro para investir em melhores condições de trabalho e de atendimento nunca foi problema.<span> </span>De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), agência reguladora da Bolsa, os bancos foram os que mais lucraram no segundo trimestre de 2010 (10,1 bilhões de reais), superando o de gás e petróleo e o de mineração. A título de comparação, o acirradíssimo setor de telecomunicações registrou lucro de 2,5 bilhões no mesmo período. No entanto, há agências que sequer dispõem de máquina para emissão de senhas e alguns banqueiros roubam até minutos do café de seus funcionários, obrigando-os a “compensar” após o expediente o tempo reservado para o lanche.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Apesar dos lucros fabulosos, os clientes e funcionários<span> </span>responsáveis por tais resultados não são prioridade para essas instituições. Numa <em>blitz</em> realizada pelo Procon-MG em Patos de Minas no mês de julho, todas as agências foram autuadas. Ou seja, NENHUMA cumpria integralmente as normas de defesa do consumidor. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: center; line-height: normal;" align="center"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: red;">****</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Acerca do trecho em que o goleiro Bruno é referido como “autor do assassinato da amante”, publicado em <em>post</em> anterior, o professor Lívio Soares escreveu:</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Pelo que tenho acompanhado, tudo leva a crer que o goleiro foi o mandante. Isso o torna assassino? É claro que não sugiro atenuação da pena ou algo assim. É que minha dúvida é, digamos, jurídica. Ou seja: para a Justiça, não há distinção entre mandante e assassino?</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">É exatamente isso. No direito brasileiro, quando há concurso de agentes ocorre tal como entendido pelo ilustre leitor. Se duas ou mais pessoas praticam crime para o qual contribuíram decisivamente, mediante um ajuste de vontades (vínculo subjetivo), não se faz distinção entre executor ou mandante. A este poderá até ser aplicada sanção mais grave quando da individualização da pena (em que são consideradas qualificadoras, circunstâncias agravantes e causas de aumento).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">É a teoria do “domínio do fato” &#8212; desenvolvida nos anos 30s pelo jurista alemão Hans Welzel (1904-1977), &#8212; assim chamada porque tanto quanto o executor (autor direto ou imediato), o mandante e demais cúmplices (autores indiretos ou mediatos), cada qual no âmbito de suas atribuições, têm domínio sobre o resultado do crime. Logo, são corresponsáveis pelo injusto (morte da vítima). Consumado o homicídio, ainda que apenas um indivíduo tenha desferido o golpe fatal, não haverá apenas um autor, mas vários COAUTORES, todos igualmente assassinos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Veja recente acórdão proferido pelo TJMG nesse sentido:</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Há diversas condutas típicas do crime, que caracterizam o delito de tráfico, ainda que o agente não seja preso praticando atos de mercancia propriamente dita. Em sendo a prova produzida firme no sentido de que a substância apreendida se destinava ao comércio ilícito e pertencia à quadrilha que o recorrente integrava, a condenação se impõe. Restando comprovado que havia um verdadeiro <em>animus</em> associativo prévio entre o apelante e os corréus para a prática do tráfico, formando uma verdadeira <em>societas sceleris</em>, em que cada uma tinha uma função bem delineada, agindo de modo coeso e conjugando seus esforços para o sucesso da empreitada criminosa, a condenação nas sanções do delito capitulado no art. 35 da Lei 11.343/06 é a medida de rigor. [...] O recorrente integrava a bem articulada quadrilha da &#8220;&#8221;Parte Alta&#8221;" do Aglomerado do Borel, composta por vários integrantes e que distribuía (vendia) entorpecente no aglomerado e em outros pontos desta capital. Tal circunstância vem caracterizar uma organização criminosa, em razão da divisão de tarefas e do comando centrado, o que inviabiliza a aplicação da causa de diminuição (</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Processo </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">1.0024.08.249813-0/001(1). Relator: </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">FERNANDO STARLING.</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> <a href="http://www.tjmg.jus.br/juridico/jt_/inteiro_teor.jsp?tipoTribunal=1&amp;comrCodigo=24&amp;ano=8&amp;txt_processo=249813&amp;complemento=1&amp;sequencial=0&amp;palavrasConsulta=mandante%20homic%C3%ADdio&amp;todas=&amp;expressao=&amp;qualquer=&amp;sem=&amp;radical=">Íntegra</a>).</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Já aquele que não exerce papel decisivo para o desfecho do crime, ou não sabe das intenções dos demais de praticar a conduta prevista no tipo penal (dolo), não tem domínio sobre o fato, sendo mero PARTÍCIPE.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Havendo mais de três agentes, todos (coautores e partícipes) responderão pelo crime de formação de quadrilha, pratiquem ou não outro ato ilícito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com.br"><span>manoel@patoshoje.com.br</span></a></span></p>
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		<title>CHARGE</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 14:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Charge]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1560" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/08/c-h-a-r-g-e2.jpg" alt="c-h-a-r-g-e2" width="431" height="270" /></p>
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		<title>O pavoroso destino de Eliza Samudio</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 19:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Charge]]></category>

		<category><![CDATA[Código Civil]]></category>

		<category><![CDATA[Direito constitucional]]></category>

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		<category><![CDATA[STJ]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
 
    
Embora ainda não inteiramente desvendado, o Caso Bruno já tem o seu lugar garantido nos anais jurídicos brasileiros como um dos crimes mais covardes e brutais de que um ser humano já fora vítima. Completamente indefesos, Eliza Samudio e o filho de quatro meses foram sequestrados por conta de uma pensão alimentícia.
 
As torturas físicas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<h2 class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-full wp-image-1544" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/07/caso-bruno1.jpg" alt="caso-bruno1" width="463" height="331" /> </h2>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">    </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Embora ainda não inteiramente desvendado, o Caso Bruno já tem o seu lugar garantido nos anais jurídicos brasileiros como um dos crimes mais covardes e brutais de que um ser humano já fora vítima. Completamente indefesos, Eliza Samudio e o filho de quatro meses foram sequestrados por conta de uma pensão alimentícia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">As torturas físicas e psicológicas a que Eliza foi submetida durante longos três dias só foram interrompidas pelas mãos do carrasco que lhe tirou a vida, fazendo-o talvez mais pelo prazer que pelos míseros reais que teria recebido. Por muito pouco o bebê não é atirado para ser devorado pelas feras, junto com o corpo retalhado de sua mãe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Se confirmada, a série de acusações que aponta o astro de futebol como autor do assassinato da amante revela um monstro pior que o Bandido da Luz Vermelha, Febrônio Índio ou Chico Picadinho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Segundo a defesa, o sangue encontrado no carro que teria sido usado no sequestro pode muito bem ser de um animal. Quanto a isso ninguém tem dúvida. O que queremos saber é de qual destes animais: o ex-goleiro do Flamengo, seu fiel escudeiro ou o menor que confessou estar presente na cena do crime.</span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">  <span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;"><strong><span style="color: #ff0000;">****</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">O advogado diz acreditar na inocência dos réus. O psicopata que tem o hábito de cheirar a mão de suas vítimas nem teria sido expulso da polícia. Pelo contrário, teria deixado a corporação repleto de medalhas no peito. Porém, a defesa não deixou que fossem colhidas amostras de DNA que ajudariam nas investigações, alegando que “ninguém é obrigado a fazer prova contra si mesmo”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Ora, sendo os acusados “inocentes”, como eles poderiam ser prejudicados pelos exames, cara-pálida? As amostras poderiam produzir resultados que beneficiá-los-iam, ou que, no máximo, não mudariam a suas atuais condições, enquanto a recusa em cedê-las significa uma admissão de culpa — exceto em nossa legislação penal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Nos Estados Unidos não tem essa de sem-vergonha se recusar a ceder material genético e ficar por isso mesmo, o que nesta semana possibilitou à polícia de Los Angeles identificar, indiretamente, um <em>serial killer</em> procurado desde 1985.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;">   <span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;"><strong><span style="color: #ff0000;">****</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">No direito civil, na ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se a exame pode gerar presunção de paternidade<span style="color: black;">. A interpretação desfavorável ao réu que resiste à produção de prova, sumulada pelo STJ em 2004, virou lei há um ano (<span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Lei 12.004</span>, que alterou a 8.560) e decorre dos artigos 231 e 232, do Código Civil:</span></span></span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="font-size: 10pt; font-style: normal; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-style: italic;" lang="EN-US">Art. 231. </span></em><em><span style="font-size: 10pt; font-style: normal; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;" lang="PT">Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa. </span></em><em><span style="font-size: 10pt; font-style: normal; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;" lang="PT">Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame.</span></em></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Mas o direito brasileiro insiste em criar empecilhos que favorecem a escória. Aqui, até o ar expirado pelo infrator merece proteção constitucional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Embora seja possível a aplicação de sanções administrativas, como apreensão do veículo, o motorista embriagado que não deixa medir o seu grau de alcoolemia escapa da prisão em flagrante, o que limita a eficácia da lei que visa a reduzir o número de mortes nas rodovias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Assim que veio a Lei Seca o renomado doutrinador Luiz Flavio Gomes (o LFG), especializado em ciências criminais, escreveu um artigo afirmando que obrigar alguém a soprar o bafômetro seria obrigá-lo a se autoincriminar:</span> </p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> <span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">(&#8230;) Ninguém está obrigado a fazer prova contra si mesmo. O sujeito não está obrigado a ceder seu corpo ou parte dele para fazer prova, ou seja, não está obrigado a ceder sangue ou a soprar o bafômetro.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">Na ocasião, perguntei qual &#8220;parte do corpo&#8221; o cidadão estaria cedendo ao simplesmente soprar o aparelho. &#8220;O cidadão está expelindo o ar que está dentro do corpo. Neste ar está a prova que ele não está obrigado a fazer&#8221;, respondeu o jurista. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">  </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com.br">manoel@patoshoje.com.br</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p>
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		<title>PROCON intensifica fiscalização nos bancos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 16:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Banco Central do Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Direito do consumidor]]></category>

		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>

		<category><![CDATA[Procon]]></category>

		<category><![CDATA[Sistema financeiro]]></category>

		<category><![CDATA[STF]]></category>

		<category><![CDATA[STJ]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
    Como faz em todo início de mês, José Carlos vai ao banco pagar suas contas. Tendo ainda muitos outros compromissos ele acaba desistindo depois de enfrentar uma fila por mais de meia hora. Volta no dia seguinte, apenas para se deparar com uma fila ainda maior. Confere várias vezes seu relógio com impaciência e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1449" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/07/na-mira-do-mp.jpg" alt="na-mira-do-mp" width="461" height="333" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;">    <span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Como faz em todo início de mês, José Carlos vai ao banco pagar suas contas. Tendo ainda muitos outros compromissos ele acaba desistindo depois de enfrentar uma fila por mais de meia hora. Volta no dia seguinte, apenas para se deparar com uma fila ainda maior. Confere várias vezes seu relógio com impaciência e, devido à demora, sai novamente sem ser atendido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">A história seria igual à de milhares de outras vítimas do descaso dos bancos em todo o país se não fosse pelo inusitado desfecho: ao voltar ao seu local de trabalho José Carlos recebe um telefonema do gerente da agência, que fora alertado por outro funcionário, preocupado com o ocorrido. Bastante solícito, o gerente queria saber de que José Carlos estava precisando, se ele poderia ajudá-lo, ser útil em alguma coisa etc.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">O motivo do tratamento especial? José Carlos é o responsável pelo Procon estadual, </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">um dos órgãos do Ministério Público Estadual integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), que </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">fiscaliza a atividade bancária nas relações de consumo.</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">&#8220;Vocês só estão me ligando porque sou promotor de Justiça, quero ver vocês terem a mesma preocupação com todo cidadão que diariamente é desrespeitado na sua agência&#8221;, respondeu ao seu interlocutor, e transferiu a conta para outra instituição.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">José Carlos diz que o consumidor deve exercer sua cidadania dando preferência aos bons prestadores de serviço, de modo que os maus sejam excluídos do mercado caso não endireitem sua postura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">O Procon está preparando uma lista na qual apontará os bancos de Patos de Minas e região que mais desrespeitam os usuários </span>— <span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">atualmente os bancos públicos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil </span>— <span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">e aqueles que mais cumprem a legislação </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">que regulamenta a relação de consumo.</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> A lista deverá incluir outros segmentos, como postos de combustíveis e supermercados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: red;">****</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">No ano passado, o</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> Procon havia autuado essas e outras agências na forma da Lei Municipal 5.768/06 (a Lei dos 15 Minutos)</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">, mas devido a um pedido acatado pelo tribunal a eficácia dessa lei está suspensa, até uma decisão definitiva. Os bancos alegam que o funcionamento dos bancos não é de competência legislativa do município. A afirmação é embasada na Súmula 19, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo enunciado afirma:</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">A FIXAÇÃO DO HORÁRIO BANCÁRIO, PARA ATENDIMENTO AO PÚBLICO, É DA COMPETÊNCIA DA UNIÃO.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">De acordo com o advogado Ivan Gomes Caetano, Secretário-Geral do Sindicato dos Bancários, o HORÁRIO PARA ATENDIMENTO referido na súmula de fato é estabelecido pelo Banco Central, mas diz respeito ao expediente (</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">mínimo de cinco horas diárias ininterruptas, obrigatório no período de 12h a 15h). N</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">ão se confunde com o TEMPO DE ATENDIMENTO, matéria que não é atinente </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">às atividades-fim das instituições bancárias</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">“O Supremo já pacificou o entendimento de que os municípios são competentes para legislar sobre assuntos de interesse local e de proteção ao consumidor, nestes se enquadrando o tempo máximo para atendimento ao público&#8221;, completa Ivan.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">O pedido de suspensão da lei municipal, porém, foi um tiro que<span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> saiu pela culatra — </span>o Procon refez os procedimentos com base em um formulário que compreende um feixe legislativo muito mais extenso, como a legislação estadual, cujo limite de 15 minutos para atendimento é improrrogável, mesmo nos dias de pico, e</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> inclui o autoatendimento eletrônico. As agências da Caixa e do Banco do Brasil já foram autuadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Caso os banqueiros interponham outro recurso especial com a mesma causa de pedir, isto é, argumentando que </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">somente normas federais teriam atribuição para tratar de atendimento bancário, </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">a lei estadual também poderá ficar suspensa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal; text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: red;"><strong>****</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Entretanto, os trabalhos de fiscalização nos bancos não se restringem à verificação do tempo de espera nas filas. Abrangem outros aspectos previstos nas leis municipais, estaduais e federais, e até em normas infralegais, tais como resoluções e portarias baixadas pelo próprio Procon e pelo Banco Central, regulamentando a acessibilidade para as pessoas portadoras de necessidades especiais, o direito à informação e à segurança nas agências e o acesso aos canais normais de atendimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">O Banco do Brasil foi multado em R$ 17.943,53 pelas </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">restrições que vem impondo aos clientes desde maio do ano passado (leia mais <a href="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/?tag=instituicoes-financeiras">AQUI</a>).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">José Carlos não conta com nenhum fiscal <span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">exclusivamente devotado às atividades do Procon, mas está litigando administrativamente para estruturar o órgão </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">e planeja</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> ações mais intensivas. &#8220;Se o Procurador-Geral de Justiça atender nossas reivindicações, nós vamos incomodar muito os bancos no segundo semestre&#8221;, afirma o promotor..</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com.br">manoel@patoshoje.com.br</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;"> </p>
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		<title>Proposta indecente</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 18:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Marketing]]></category>

		<category><![CDATA[Poder Judiciário]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[




Sempre que está no centro de algum escândalo (como o ditabrandagate e as HQs pornográficas, para citar os mais recentes), a Folha de S.Paulo convoca um verdadeiro estafe para “administrar” a crise, que inclui o departamento comercial e até o ombudsman (leia-se “ombídismã”), um canal de comunicação, supostamente independente, entre o jornal e seus leitores. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<h2 class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: blue;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1432" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/06/depravada1.jpg" alt="depravada1" width="480" height="363" /><br />
</strong></span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">Sempre que está no centro de algum escândalo (como o <a href="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/?p=155" target="_self">ditabrandagate</a> e as HQs pornográficas, para citar os mais recentes), a Folha de S.Paulo convoca um verdadeiro estafe para “administrar” a crise, que inclui o departamento comercial e até o <em><span style="font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">ombudsman </span></em>(leia-se “ombídismã”), um canal de comunicação, supostamente independente,</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;"> entre o jornal e seus leitores</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">. O cargo surgiu no país na esteira de campanhas memoráveis da Folha, graças ao apelo publicitário que a novidade tinha na época (1989).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">Escolhido dentre os empregados de confiança da casa, com o perfil para assumir uma função mais burocrática que jornalística, o <em><span style="font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">ombudsman</span></em> da Folha continua exercendo principalmente a função para o qual foi criado </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">— </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">o de promover o jornal. Porém, na medida em que se esgotava a exploração de seu ineditismo e em que passava o entusiasmo inicial, seu papel e sua utilidade foram ampliados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">Em</span> <span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/80anos/tempos_cruciais-04d.shtml">carta aberta ao sr. presidente da República</a></span></span></span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">, publicada na primeira página da histórica edição de 25 de abril de 1991, Otavinho, editor da Folha, dá uma amostra de como o ocupante do cargo é usado politicamente em defesa do seu empregador:</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: #333333;">Não deixa de ser curioso que esteja sendo levada a julgamento, sob o silêncio acovardado e interesseiro de quase toda a mídia, a única publicação brasileira que mantém uma seção diária de retificações e que remunera um de seus profissionais pela exclusiva missão de criticar pública e asperamente as suas próprias edições.</span></em></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">Como se a simples nomeação de <em><span style="font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">ombudsmen</span></em>, e o “Erramos”, implicassem dispensa de controle externo, mais ou menos a mesma lógica que pauta o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Além de as avaliações enviadas pelos leitores serem importantes para a definição de estratégias do Grupo, o <em><span style="font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">ombudsman</span></em>, valendo-se do <em><span style="font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">status</span></em> de “representante dos leitores”, é usado para apaziguar os ânimos e estancar, em caso de emergências, a evasão de assinantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;"><span style="color: #ff0000;"><strong>****</strong></span><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">Quando liguei para o serviço de atendimento e informei que queria cancelar minha assinatura fui questionado sobre o motivo. Respondi que foi a matéria “O sexo como ele (não) é”, publicada na “Ilustrada” no último sábado, dia em que circula a Folhinha e, imediatamente, a ligação foi transferida para uma profissional especialmente treinada para contornar tal situação. Adivinhem a quem esta, após me pedir desculpas pelo acontecido, indicou que eu recorresse? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">“Concordo com o senhor, a matéria não deveria ter sido publicada, principalmente considerando que o caderno incluía a ‘Folhinha’, e a responsabilidade está sendo investigada pela Direção do jornal”, disse a nova atendente. Perguntei o que a Folha faria para corrigir o erro e ela disse que eu poderia enviar uma carta para ser publicada no “Painel dos Leitores”, e também escrever para a <em><span style="font-family: &quot;Verdana Ref&quot;;">ombudsman</span></em>, “que tratará do assunto no domingo” (amanhã, 27/6). A atendente me ofereceu, ainda, trinta dias de jornal, “de cortesia”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">Declinei da oferta indecorosa, mas solicitei que a mesma fosse formulada por escrito, e com o timbre da Folha, para testar a boa-fé da empresa. Como era de se esperar, fui informado de que isso não seria possível. Também me foi negado o pedido de que não fossem enviados mais exemplares, os quais já estavam pagos, e concluímos o cancelamento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">O fato de o jornal admitir o erro e se desculpar já é alguma coisa, porém não o suficiente para a reparação do dano. Além disso, em um ato-falho a atendente se referiu à reportagem como “propaganda”, indicando que, afinal, a divulgação do material editado pela Peixe Grande talvez não tenha sido tão gratuita assim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;"><span style="color: #ff0000;"><strong>****</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;">Quem recebeu o jornal e se sentiu ofendido pode acionar o Judiciário, com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e no Estatuto da Criança e do Adolescente. Disponibilizaremos o modelo da ação, gratuitamente, ao leitor que solicitá-lo via email.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: black;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Verdana Ref&quot;; color: blue;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com.br">manoel@patoshoje.com.br</a></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
]]></content:encoded>
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		<title>Folha depravada</title>
		<link>http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/?p=1341</link>
		<comments>http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/?p=1341#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 01:47:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Direito do consumidor]]></category>

		<category><![CDATA[Direito do menor]]></category>

		<category><![CDATA[Infância e juventude]]></category>

		<category><![CDATA[Internete]]></category>

		<category><![CDATA[Liberdade de imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>

		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[


Leitores da Folha de S.Paulo com o mínimo de preocupação em evitar que os filhos sejam expostos a conteúdos impróprios tiveram, neste sábado, uma surpresa extremamente desagradável. Na capa da Ilustrada, caderno no qual vem encartado o suplemento infantil &#8220;Folhinha&#8221;, o jornal estampava &#8220;quadrinhos&#8221; com homens e mulheres de genitália exposta, em cenas que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1353" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/06/graphic1.jpg" alt="graphic1" width="471" height="381" /></p>
<h2><!--[if !mso]&gt;--></h2>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Leitores da Folha de S.Paulo com o mínimo de preocupação em evitar que os filhos sejam expostos a conteúdos impróprios tiveram, neste sábado, uma surpresa extremamente desagradável. Na capa da Ilustrada, caderno no qual vem encartado o suplemento infantil &#8220;Folhinha&#8221;, o jornal estampava &#8220;quadrinhos&#8221; com homens e mulheres de genitália exposta, em cenas que o bom senso não permite que sejam inteiramente reproduzidas neste espaço </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"><span>(não pense que a tarja na imagem acima foi uma providência da Folha)</span></span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">No interior do caderno, uma página inteira dedicada a “<span>sexo espacial, defloramento, gays e transa animal”, com ilustrações ainda mais explícitas, inclusive um </span>casal praticando felação</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> — </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">totalizando nove figuras </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">—</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">, acompanhadas de termos </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">e </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">expressões </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">obscenos, igualmente <span>impublicáveis, salvo em impressos do gênero.</span> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Quando de trata de fesceninos, porém, somos avisados da temática e temos a liberdade de  não adquiri-los. Muito diferente de um produto que se supõe destinado a transmitir informações de interesse público e ao qual toda a família tem acesso.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">O jornal chegou primeiro às mãos de minha filha, de oito anos. Antes de retirar o encarte de seu interesse, provavelmente teve acesso ao material em questão, mas não tivemos coragem de perguntar a ela. Enojada, minha esposa decidiu não admitir a Folha em casa nunca mais, </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">dizendo ter vergonha de termos assinado &#8220;isto&#8221; algum dia</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"> &#8220;Liga para esses vagabundos agora e fala pra eles que se amanhã mandarem o jornal eu boto fogo!&#8221;, revoltou-se, </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">completamente transtornada com o incidente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Há muito bloqueamos a busca de imagens pela internete, utilizada para trabalhos escolares, pois as palavras mais inocentes, quando digitadas no Google, quase sempre resultam em pornografia. Mesmo tendo o cuidado de não deixar as crianças assistirem à TV aberta sem a nossa companhia, insinuações de sexo e cenas  de violência surgem, de repente, nas programações mais insuspeitadas, ou durante os intervalos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Não faz muito tempo, a Globo exibiu “A Lagoa Azul” na Sessão da Tarde, e em DVDs cuja censura é livre eles dão um jeito de inserir <em>trailers </em>de filmes para adultos, com os apelativos de sempre. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Depois, quando surgem </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">nas escolas problemas </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">como as &#8220;pulseiras do sexo&#8221; a mesma mídia se mostra escandalizada, como se não tivesse nada a ver com a iniciação sexual precoce, fomentada em novelas, em autedores de grifes, em propagandas de bebida etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Agora, sob o pretexto de divulgar o lançamento de uma coletânea de livros, o maior jornal do país, gratuitamente, </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">expõe </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">leitores menores a imagens e textos inadequados para essa faixa etária, ultrapassando todos os limites da vulgaridade e da falta de respeito. </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Além de cancelar a assinatura do jornal, na segunda-feira farei o que todo cidadão responsável deveria fazer: encaminhar o material ao Ministério Público para que </span><span style="font-size:  11pt; font-family: Arial;">atos criminosos como esse não fiquem impunes</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: red;">****</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Com a morte de José de Sousa Saramago a literatura portuguesa perde um de seus expoentes mais expressivos — não apenas da atualidade. A <a href="http://ugh-bymanoelalmeida.blogspot.com/">paráfrase</a> que dá vida a uma gravura sobre a crucificação de Cristo (do renascentista alemão Albrecht Dürer) é uma amostra disso. Foi-se o homem, mas fica seu legado imortal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;">Embora fosse ateu declarado, Deus é tema frequente em sua filosofia. <span class="noticiatexto">&#8220;As pessoas têm necessidade de acreditar em algo que as transcendem e que vai mais além, que é uma forma de tratar de equilibrar os desastres do mundo&#8221;, teria dito o escritor. Quem sabe </span>a morte revelar-se-lhe-á tal como a marca registrada da sua obra: em vez de o ponto-final, uma vírgula?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com.br">manoel@patoshoje.com.br</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crime e castigo</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 21:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Crime organizado]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<category><![CDATA[Processo Penal]]></category>

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		<description><![CDATA[

Um dos indiciados pelo roubo de cerca de R$ 1 milhão em duas agências bancárias de São Gotardo em janeiro de 2007 prestará depoimento hoje (11/6) no fórum daquela comarca. Márcio Carmo Pimentel, 30, seria o último dos líderes a ser capturado e chegou às 8h45, algemado, com os pés acorrentados. Antes dele, quatorze testemunhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1274" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/06/pic_0269-1.jpg" alt="pic_0269-1" width="500" height="375" /></p>
<h2></h2>
<p style="text-align: justify;">Um dos indiciados pelo roubo de cerca de R$ 1 milhão em duas agências bancárias de São Gotardo em janeiro de 2007 prestará depoimento hoje (11/6) no fórum daquela comarca. Márcio Carmo Pimentel, 30, seria o último dos líderes a ser capturado e chegou às 8h45, algemado, com os pés acorrentados. Antes dele, quatorze testemunhas deverão ser ouvidas. Muitas foram ameaçadas pela facção criminosa e pediram para que suas imagens não fossem divulgadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde que foi preso, em novembro do ano passado, em Góias, Pimentel se encontra detido no presídio de Alta Contagem, em Belo Horizonte, à disposição da Justiça. Ele é acusado de dois latrocínios, quinze sequestros, sete furtos, dez delitos de dano material, disparos de arma de fogo e formação de quadrilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Doze indivíduos foram identificados e oito, julgados e condenados. As penas aplicadas totalizam 692,25 anos de prisão. Reincidente, um dos réus foi sentenciado a 109,25 anos. A esposa de um dos assaltantes capturados foi condenada a 4 anos. Graças aos benefícios processuais, já cumpriu a pena e está em liberdade. Os demais pegaram, individualmente, 97,16 anos de prisão, somente pela ação em São Gotardo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não foi possível identificar o autor do disparo que tirou a vida do cabo Vandec, pai de duas filhas. Surpreendido na rodovia, por quem dava cobertura ao assalto em curso no centro da cidade, ele nem ao menos havia sacado da arma.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>****</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1336" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/06/sgotardo2-150x150.png" alt="sgotardo2" width="150" height="150" /></p>
<p style="text-align: justify;">Simultaneamente  aos assaltos nas agências do Itaú e do Banco do Brasil em São Gotardo, outros membros da quadrilha agiam em Brasilândia de Minas. A ação foi repetida em outras partes do país, como Riachinho e São Romão. Três integrantes ainda se encontram foragidos e um foi morto numa tentativa de assalto a um carro-forte, no Espírito Santo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pimentel chegaria ao aeroporto de São Gotardo às 5h30 da manhã de hoje, no avião da Secretaria de Justiça Estadual, mas no horário marcado a aeronave não apareceu. Aparentemente, problemas técnicos impediram a decolagem,  forçando uma mudança nos planos, o que foi mantido em sigilo. Nem a escolta que o aguardava no aeroporto foi informada de que chegariam por via terrestre, em um comboio da Subseção de Administração Prisional (SUAPI), responsável pelo transporte. Outro grupo, o COPE (Comando de Operações Especiais), faz trabalho preventivo, abordando, identificando e revistando suspeitos  — entre os quais este colunista  — em pontos estratégicos na cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O número exato de agentes (alguns à paisana e em veículos sem personalização) não pôde ser divulgado por motivo de segurança, mas cerca de oitenta policiais civis e militares e agentes penitenciários foram mobilizados e continuarão em seus postos madrugada adentro, até o final da operação. Como na <span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/?p=670">audiência anterior</a></span></span>, além de efetivos de  Belo Horizonte e São Gotardo, foram enviados reforços de Patos de Minas, Carmo do Paranaíba e Presidente Olegário, para garantir a ordem e a segurança locais e evitar que o preso seja resgatado em nova e ousada investida.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com.br">manoel@patoshoje.com.br</a></p>
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		<title>Cenas finais de LOST &#8216;vazaram&#8217; um mês antes na internete</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 01:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Internete]]></category>

		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

		<category><![CDATA[LOST]]></category>

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		<description><![CDATA[
Após trinta dias, os documentos divulgados pela revista eletrônica &#8220;Gawker&#8221; em 23 de abril se revelaram verdadeiros. As fichas de produção de LOST (erroneamente identificadas pelos principais veículos de comunicação como páginas de &#8220;ROTEIRO&#8221;) foram encontradas em um restaurante no Havaí — estado americano usado como cenário para a série.
Todas as cenas na caverna, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1237" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/06/roteirolost-582x6001.jpg" alt="roteirolost-582x6001" width="582" height="600" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Após trinta dias, os documentos divulgados pela revista eletrônica &#8220;Gawker&#8221; em 23 de abril se revelaram verdadeiros. As fichas de produção de LOST </span><span style="font-size: 10pt;  font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">(</span><span style="font-size: 10pt;   font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">erroneamente identificadas pelos principais veículos de comunicação como páginas de &#8220;ROTEIRO&#8221;) </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">foram encontradas em um restaurante no Havaí </span>— <span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">estado americano usado como cenário para a série.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Todas as cenas na caverna, com Desmond, Hurley, Ben, Jack e &#8220;Locke&#8221;, e fragmentos referentes ao duelo entre estes últimos, são descritos </span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">exatamente como visto no último capítulo da novela.</span><span style="font-size: 10pt;  font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> Os papéis contendo um dos segredos mais bem guardados do mundo teriam sido esquecidos por membro(s) da equipe no mesmo dia em que as cenas foram gravadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Na época, a autenticidade dos documentos foi confirmada pela rede de televisão ABC, mas logo não se tocou mais no assunto, provavelmente porque se acreditava que foram deixados de propósito (hipótese que não pode ser totalmente descartada) e contivessem pistas falsas para confundir os fãs e dar publicidade ao programa.</span></p>
<h2><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br />
</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: normal;" align="center"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: red;">****</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Recente manchete do Patos Hoje é um bom exemplo de como a ordem dos termos pode prejudicar o sentido de uma frase:</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">PM PRENDE CASAL ACUSADO DE COMETER VÁRIOS ASSALTOS DURANTE A MADRUGADA</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Os assaltos eram cometidos durante a madrugada ou esse é o horário em que o casal fora preso?  Na segunda hipótese, a manchete deveria ser &#8220;</span><span style="font-size: 10pt;  font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Casal acusado de cometer vários assaltos é preso pela PM durante a madrugada”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt;  font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Já no primeiro parágrafo fica esclarecido que a prisão foi efetuada no período da tarde, mas o ideal é que a informação inequívoca chegue ao leitor desde o título, evitando-se ambiguidades. </span><span style="font-size: 10pt;    font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Note que </span><span style="font-size: 10pt;    font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">a manchete </span><span style="font-size: 10pt;     font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">ainda </span><span style="font-size: 10pt;    font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">dá margem a um terceiro entendimento: o de que o casal foi acusado durante a madrugada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt;  font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Portanto, a frase </span><span style="font-size: 10pt;   font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">&#8220;PRESO PELA PM CASAL ACUSADO DE COMETER, DURANTE A MADRUGADA, VÁRIOS ASSALTOS&#8221;, </span><span style="font-size: 10pt;   font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">embora menos espontânea, </span><span style="font-size: 10pt;  font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">é uma alternativa mais exata</span><span style="font-size: 10pt;  font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">.</span><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com.br">manoel@patoshoje.com.br</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A luz no fim do túnel</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 15:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Internete]]></category>

		<category><![CDATA[LOST]]></category>

		<category><![CDATA[Televisão]]></category>

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Logo após a exibição do 121º episódio (“The End”), entrei na internete para me inteirar das últimas notícias sobre LOST. O que havia sido revelado sobre a misteriosa ilha, que fim tivera seus habitantes (ou passageiros)? O arquivo para download só estaria disponível dois dias depois, tempo que eu não estava disposto a esperar, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1162" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/05/lost.jpg" alt="lost" width="438" height="336" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;">
<h2 class="MsoNormal"></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Logo após a exibição do 121º episódio (“The<span> </span>End”), entrei na internete para me inteirar das últimas notícias </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><span>sobre LOST</span></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">O que</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> havia sido revelado sobre a misteriosa ilha, que fim tivera seus habitantes (ou passageiros)? </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">O arquivo para <em>download</em> só estaria disponível dois dias depois, tempo </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">que eu não estava disposto a esperar, mas </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">caso você não queira conhecer o final agora melhor interromper a leitura neste parágrafo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">M</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">uita lágrima e pouca explicação marcaram o último capítulo e m</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">uitos fãs continuam sem entender o final da série. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Numa das páginas indicadas por um leitor, os <a href="http://wp.clicrbs.com.br/foradeserie/2010/05/24/o-fim-de-lost-comentarios-iniciais-agora-com-spoilers/?topo=77,2,18,,,77">“comentários iniciais”</a> postados às três da manhã para os internautas de plantão, era</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> evidente a satisfação da autora. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Essas primeiras revelações, porém, </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">surtiram em mim o efeito de um enorme balde de água fria.</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Uma das primeiras hipóteses era a do “purgatório” (junto a outras que diziam que a humanidade foi extinta ou que era tudo uma alucinação ou que era um projeto científico). Venceu a primeira alternativa (&#8230;). Quem acreditou nessa hipótese durante toda a duração da série deve estar com um grande sorriso no rosto [sic] até agora.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; font-weight: normal;">“Enquanto tentávamos explicar os <em>flashsideways</em> pelo mundo da física, os produtores estavam escrevendo uma história inteiramente baseada na fé”, prosseguia o texto.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Atônita, uma internauta pergunta alhures: “Eles estão mortos?”. A resposta foi um lacônico “Sim, estão”. Uma saída lamentavelmente pífia para o que prometia o programa mais <em>cult</em> dos últimos tempos. </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Foi difícil engolir que todos estivessem numa espécie de sonho coletivo, onde tudo acontece sem a necessidade de lógica ou de sentido. Daí porque ninguém conseguira unir todas as peças: elas não teriam sido feitas para se encaixarem mesmo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Fios de esperança surgiam quando me deparava com outras interpretações. Mas no mesmo dia o <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,saiba-como-foi-o-final-de-lost-nos-eua-serie-domina-midia,555960,0.htm">Estadão</a> publica uma matéria que, embora confusa, confirmava as informações anteriores:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">A câmera mostrava dezenas de adultos com lágrimas nos olhos [sic], paralisados, com as cenas finais. Minutos antes, eles souberam que todos os personagens haviam morrido. Ou pelo menos todos os supostos sobreviventes do vôo da Oceanic. Não ficou claro. Jack certamente morreu. (&#8230;) Fica claro que o personagem morreu, assim como, aparentemente, os outros que estavam no avião que caiu na ilha. </span></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">(&#8230;) A versão paralela de Lost, onde eles nunca teriam ido parar na ilha e se conheceram nos EUA, seria uma espécie de purgatório para todos irem juntos para a outra vida. Ben, por outro lado, não entrou na igreja e tampouco estava no avião. Não ficou claro se morreu, se em algum momento esteve vivo ou o que ele era realmente.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Assim é que comecei a ver o final tendo em mente que todos estavam mortos desde a queda do avião, e o sorriso e a cara de bobo das personagens, na medida em que se “lembravam” umas das outras, </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">ficavam cada vez mais irritantes</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">. Até que os eventos tomam novo rumo nos minutos finais, quando  o Dr. Shepard, o pai, revela que os acontecimentos da ilha foram reais. Eles não morreram no acidente, o que o jornal não deixara claro, </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">assim como se equivocou ao divulgar que <a href="http://blogs.estadao.com.br/renato-cruz/o-fim-de-lost/">&#8220;não existiu ficção científica&#8221;</a>.</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">O público, d</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">e um modo geral, </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">ainda não assimilou muito do que foi explicado, e continua esperando por respostas que já foram dadas: o significado dos números, o motivo de terem sobrevivido à queda e o porquê de Locke voltar a andar. Pior: </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">c</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">ontinuam chamando de &#8220;realidade paralela&#8221; o que não é paralela, como adiantei na véspera </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">(<a href="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/?p=1103">Contagem regresiva</a>) </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">ao comentar o <em>déjà-vu</em> das personagens, nem é realidade.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Outras respostas ficaram implícitas. Por exemplo,</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> a mãe adotiva dos gêmeos os escolheu para substituí-la antes mesmo do acidente que os trouxe à ilha, ainda no ventre, assim como Jacob fez com seus candidatos</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">.</span> <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Praticamente, as últimas explicações que os produtores tinham a dar sobre os enigmas das temporadas anteriores foram as disponibilizadas no antepenúltimo capítulo, “Across the sea” (Do outro lado do mar), no qual conhecemos o chamado &#8220;coração da iIlha&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Talvez os prometidos extras dos DVDs da temporada tragam mais respostas. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Enquanto outras permanecerão abertas à leitura de cada espectador. Quem, ou o quê, construiu os templos, a estátua gigante de Taweret e o mecanismo que move a ilha no espaço e no tempo? O que é a luz que deve ser protegida? </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Para mim, </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">ela é o portal para outros mundos, fonte da eternidade, representada na cultura egípcia pela cruz Ansata, símbolo recorrente na série.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">O brilhante desfecho surpreendeu positivamente, superando minhas expectativas. Jack se deparar com um caixão vazio, depois se</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> reunir com os amigos </span>— <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">semelhante à cena final de “Titanic”, quando Rose reencontra Jack e todas as vítimas do naufrágio no interior do navio</span> —<span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">, f</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">oi a parte mais emocionante da série, deixando em segundo plano os vários erros e as lacunas não preenchidas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Como Sayid ressuscitou se o Richard, quando viu o novo Locke, dissera que isso nunca aconteceu na ilha? Ele desconhecia as propriedades da água do poço no templo</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">? Como Desmond se lembrou de que estava no segundo voo 815? Bom, ele viaja no tempo, mas onde eles estavam não havia “tempo”, certo? Por que Jacob, ao contrário do irmão, não pode ver nem ouvir o espírito de sua mãe biológica? </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Como Sawyer pretendia impedir que o homem de preto embarcasse no submarino depois que Jack o jogasse na água? Se houve uma parte que explica como isso anularia seus poderes, eu a perdi. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Os erros e contradições não comprometem totalmente a qualidade do programa e, enfim, nem mesmo a obra de Shakespeare é isenta de imperfeições</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">.</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">Quanto aos mistérios não resolvidos, eles são condizentes com o final, em que t</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">odos morreram também sem conhecer as respostas que procuramos. Isso porque elas não podem ser obtidas em um plano repleto de limitações como o nosso, mas apenas em outra dimensão </span>— <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">para depois ser novamente esquecidas, num ciclo de morte e de renascimento. S</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">em dúvida, a luz que irradia da caverna é a mesma que inunda a igreja tão logo os passageiros ocupam seus lugares, prontos para mais uma partida. Por tudo isso é que </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;">LOST será lembrado ainda por muitas gerações.</span></p>
<h2 class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><br />
</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com"><span>manoel@patoshoje.com</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"><span><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
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		<title>Contagem regressiva</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 14:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Almeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crítica de mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura popular]]></category>

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		<category><![CDATA[Televisão]]></category>

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O derradeiro episódio de LOST, que terá duas horas e meia e irá ao ar amanhã, nos EUA e no Reino Unido, foi anunciado pela rede ABC como o capítulo mais aguardado na história da televisão. Mas a série — equivalente americano de nossas novelas — já teve dias melhores.
Entre altos e baixos, a maioria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><!--[if !mso]&gt;--></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1104" src="http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/http://www.patoshoje.com.br/novosite/blog/wp-content/uploads/2010/05/2lw8uoz.jpg" alt="2lw8uoz" width="515" height="291" /></p>
<p class="MsoNormal">
<h2 class="MsoNormal"></h2>
<p class="MsoNormal">O derradeiro episódio de LOST, que terá duas horas e meia e irá ao ar amanhã, nos EUA e no Reino Unido, foi anunciado pela rede ABC como o capítulo mais aguardado na história da televisão. Mas a série — equivalente americano de nossas novelas — já teve dias melhores.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Entre altos e baixos, a maioria das personagens se transformou em uma pálida sombra do que foram. Sawyer, que já não começara bem, esvaziou-se ainda mais. Apenas Sun (foto) e Jin mantiveram a chama original em todas as temporadas e o final caminha para a seguinte revelação: milhões de espectadores foram levados a assistir a seis anos de &#8220;Vanilla Sky&#8221; ou “Matrix”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os erros no roteiro, que tem mais furos que queijo suíço, são um problema à parte. Só pra citar os mais recentes, um garoto diz não saber o significado da palavra “morte”, mas na cena seguinte é mostrado caçando javalis. E como o duelo dos gêmeos repete a história de Caim e Abel se supostamente nunca poderiam “ferir um ao outro”?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Na reta final, assistimos ao que pode ser uma realidade alternativa, em que o voo 815 aterrissa em Los Angeles em segurança. Como em LOST tudo é (im)possível, o que parece coexistir em dois mundos paralelos pode tratar-se de eventos cronologicamente desajustados, daí porque personagens recordar-se-iam de quem não teriam conhecido e do que não teriam vivenciado. Em ambos os casos, os paradoxos são inevitáveis.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Certamente haverá explicações, místicas, metafísicas e “científicas”, para grande parte dos mistérios remanescentes, cujas respostas permanecem encerradas a sete chaves. Mas o maior segredo não reside numa suposta profundidade de conteúdo, qualidade que nunca atraiu grande público.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Reside, sim, no fato de o universo lostiano ter sido recortado em tantos pedaços, misturando-se meio, início e fim de tal sorte que nenhum espectador em todo o mundo conseguisse juntar todas as peças — ou tivesse pachorra para tentar fazê-lo. A isso, principalmente, é devido o interesse pela série, transformando-a em um fenômeno de marketing, o que não é pouco e tem seu mérito.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O desfecho promete muitas surpresas, mas, na melhor das hipóteses, a atenção dedicada nesses seis anos de exibição terá valido tanto quanto os cento e poucos minutos da adaptação de um conto de Philip K. Dick por Paul Verhoeven.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center">
<h2 class="MsoNormal"></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="color: red;">****</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Minha filha ficou bastante animada quando soube que na próxima semana ela e seu irmão viriam a Patos para outra sessão de fotos com o Saulo. Ele acabara de reformar o estúdio e também andava mais animado e jovial do que de costume.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Como aceitar e explicar para uma criança o que não podemos entender? Nosso amigo concluíra a faculdade. A filha estudava na Europa, onde encontrar-se-iam em breve. Entre um destino e outro, vidas se acabam e outras perdem o rumo no instante de um <em>flash</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Embora finais assim sejam cada vez mais comuns, não há como nos acostumarmos. A arte de Saulo Alves nos remete à beleza, à sua paixão pela vida, ao desejo de perfeição. Impossível conformá-la com aquelas últimas imagens na rodovia.</p>
<h2 class="MsoNormal"></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a href="mailto:manoel@patoshoje.com.br">manoel@patoshoje.com.br</a></p>
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